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Se você gostou do nosso relato sobre as cidades de Lençóis e Iraquara aqui publicados na primeira parte do nosso roteiro de 10 dias, vai se impressionar  com o que encontramos nas cidades de Andaraí, Nova Redenção, Mucugê e, principalmente, na pouco conhecida cidade de Ibicoara. Confira agora a segunda parte do Chapada Diamantina – Roteiro de 10 dias.

Andaraí

O esperar de Andaraí?

Deixamos Lençóis com o objetivo de explorar a região sul da Chapada. Nossa primeira parada foi em Andarái. Após a descoberta de diamantes em Mucugê, muitos garimpeiros foram para a região em busca de fortuna. Eles trouxeram suas famílias, que povoaram também a cidade de Andaraí.  Essas duas cidades foram bastante conhecidas como um dos maiores pontos de extração de minérios da Bahia. Hoje, sua principal atividade econômica está no ecoturismo. A cidade assemelha-se a Lençóis pela estrutura possuindo até locadora de carros (muito importante em uma viagem pela Chapada).

Como chegar?

Andaraí fica a aproximadamente 100 km de Lençóis. O acesso é feito pela BA 142.

O que fazer lá?

Difícil em Andaraí é pensar no que não fazer.  É nesta cidade que fica o Vale do Paty, onde é possível fazer o que foi considerado como um dos melhores trekkings do mundo. Para os aficcionados por cachoeiras, tem as Cachoeiras do Ramalho e Fervedor, Bocório, Três Barras e Cristais,  Batatais e Rosinha e a imponente Cachoeira da Donana, que é formada a 100km da nascente do rio formando 4 km de extensão de água doce. É considerada perigosa devido a profundidade dos poços que a queda d’água forma.

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Os que preferirem passeios mais tranquilos, podem optar por uma visita ao Pantanal de Marimbus, frequentada por muitas famílias com crianças, e a Gruta da Paixão.

A vila de Igatu é um dos pontos mais famosos da região devido ao seu acervo histórico. Lá está localizado o Museu vivo do Garimpo, a Gruna do Brejo (antigo garimpo subterrâneo) e muitas casas garimpeiras feitas em pedras (todas tombadas pelo patrimônio histórico nacional). A vila também possui atrações como rios, cachoeiras e mirantes. Enfim, Andaraí é uma cidade repleta de passeios turísticos, mas nosso objetivo era um pouco mais além, na cidade vizinha (48km) de Nova Redenção: o Poço Azul

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Poço Azul

Localizado a cerca de 100 metros do solo em uma caverna subterrânea, foi encontrado um rio cujas águas possuem uma coloração azulada incrível.  O tom azul intenso da água é resultante da combinação de alguns minérios ali presentes. Como a caverna tem apenas uma entrada, o momento ideal para visitá-la e entre às 11h e 13h, quando o sol fica acima e alguns raios conseguem chegar até a água. Nesse momento a cor azul fica ainda mais intensa.

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O poço e a caverna são locais de preservação ambiental e para vista-los, é preciso pagar uma taxa de R$15. Preço bem justo, afinal, os visitantes são acompanhados por um guia que os leva caverna adentro e lá fornece ainda coletes salva-vidas, máscara e snorkel. Isso porque o Poço tem 80 metros de extensão e as águas tem de 18 a 21m de profundidade. Além disso, só é permitida a flutuação para evitar o processo erosivo das paredes da caverna.

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Também devido ao tamanho do Poço só são permitidas, no máximo, 9 pessoas de cada vez. Conversando com o guia que nos levou até a gruta, ficamos sabendo que em épocas de feriados prolongados como Carnaval, a fila fica tão grande que a espera para a visitação chega a ser de mais de duas horas. Como fomos somente em dois, foi bem rápido entrar e pudemos ficar quase uma hora lá curtindo. Achou muito uma hora? Espere… Uma vez que se mergulha lá, você não vai querer sair nunca mais.

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Poço Encantado

Esse era outro de nosso objetivo, mas optamos por não visitá-lo após conversar com algumas pessoas locais e descobrir que nessa época do ano (fevereiro) a luz do sol não estava tão boa para chegar às águas do Poço. Aliás, fica a dica: para toda a Chapada Diamantina, o melhor mês para a visitação é SETEMBRO.

O poço Encantado fica em Itaité (a  44km de Andaraí). Basta seguir  pela BA- 142. São 20 km até a placa que indica o acesso ao Poço, dali são mais 17 km.A entrada custa R$5 e lá só é permitida a visitação do local, sem mergulho!

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Mucugê

O que esperar de Mucugê?

Chegamos à cidade de Mucugê. Fundada no final do século XVIII, essa cidade já foi o centro comercial da região. Com a decadência da atividade mineradora, a cidade se voltou para a divulgação de suas cachoeiras buscando estimular o ecoturismo.

O que fazer lá?

A cidade tem um dos parques mais estruturados de preservação ambiental. O Projeto Sempre Viva foi fundado em uma parceria de várias esferas do Governo com Associações de Guias locais.

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São cobrados R$10 por pessoa para entrar no parque. Lá além de Guias, há um museu que reúne toda a história da mineração. Atrás do Museu há o acesso às várias cachoeiras  que compõem o Parque.

Logo no inicio das trilhas, encontramos a primeira cachoeira, que estava seca devido a falta de chuva. Após 20 minutos de caminhada chega-se à Cachoeira do Tiburtino. De águas rasas essa é perfeita para relaxar no final do dia, só curtindo uma “hidromassagem” em baixo da queda d’água.

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Continuando a trilha é possível encontrar as cachoeiras das Andorinhas (mais 30 minutos de caminhada), Funis (mais 30 a partir de Andorinhas) e Cardoso , mas como o parque só funciona das 8h30 às 17h30, não pudemos continuar a trilha já que não voltaríamos a tempo.

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Ibicoara

Ficamos um pouco decepcionados de não poder conhecer todas as cachoeiras de Mucugê, mas esse sentimento logo desapareceu depois que chegamos a Ibicoara. Essa cidade, famosa na região pelas plantações de café e alambiques ainda é pouco conhecida no roteiro turístico oficial da Chapada Diamantina. Isso porque suas principais cachoeiras, Buracão e Fumacinha, foram descobertas somente há cerca de 10 anos.

A cidade ainda conta com poucas pousadas  (cerca de três) e apenas duas associações de guias, a Bicho do Mato e a ACVIB. Usar cartão de débito ou crédito nas cidades da Chapada já é complicado devido ao número reduzido de estabelecimentos que os aceitam, em Ibicoara então é impossível.  Já demos essa dica antes no primeiro post sobre a Chapada, mas vale repetir: Leve dinheiro vivo!

Como chegar?

Ibicoara fica ao sul de Mucugê, cerca de 70km (a distância total entre Lençóis e Ibicoara é de 215km). É preciso atenção à entrada da cidade. A saída fica bem em uma descida e a placa é difícil de ver pela velocidade que o carro alcança e também pela paisagem a frente. Nós, distraidos pela paisagem e por uma plantação de árvores em forma de circulo , acabamos passando da entrada e fomos parar em Barra da Estiva! O curioso é que nós tínhamos certeza que aquela cidade era Ibicoara e quase fizemos reserva num hotel. Resultado, tivemos que voltar mais 25 km até Ibicoara.

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O que fazer lá?

Ibicoara já é conhecida de alguns grupos como os naturalistas que já realizaram convenções por lá; “cientistas” que acreditam que o lugar é um ponto privilegiado para contato com Ovnis e até alguns hippies. No entanto, muito devido a atitude individual de algumas pessoas, Ibicoara está pouco a pouco sendo conhecida por suas cachoeiras. Muitas ainda estão sendo mapeadas, mas foi lá que encontramos as mais surpreendentes quedas d’água de toda a Chapada Diamantina!

Ficamos no Hotel Raio de Sol. O Hotel era bem simples e cobrava apenas R$50 a diária com direito a café da manhã caprichado. Para quem está acostumado com um acampamento no estilo “sem frescura”, tava bom demais!

Nesse Hotel que conseguimos o contato do Roney (77 8149-3344 ou 77 9199-8133), guia da ACVIB. As cachoeiras de Ibicoara são de difícil acesso e, por essa razão, só é permitido visitá-las com o acompanhamento de um guia. Sempre evitamos guias, mas Roney foi  gente boníssima, deu altas dicas sobre a região, contou sobre os diversos grupos que já encontrou por lá e também falou muito sobre a história da cidade. Além de ter tirado várias fotos nossas!

Cachoeira do Buracão

A cachoeira do Buracão ganhou esse nome por sua queda d’água ter formado um verdadeiro buraco nos canyons. São mais de 100m de queda e cerca de 80m de extensão entre uma margem e outra. As águas são bem fundas e a força da queda te impulsiona continuamente para longe. O esforço para chegar perto da cachoeira em si é tão grande que os guias fornecem coletes salva-vidas para facilitar o nado.

Para chegar no Buracão é preciso entrar no Parque Natural Municipal do Espalhado (onde só é permitida a entrada com guia). Para chegar ao parque são cerca de 20 minutos de carro saindo da cidade, depois, mais 20 a 30 minutos na estrada onde estão os cafezais e alambiques que sustentam a cidade. Esse parque dá acesso também a Cachoeira da Fumacinha e o valor da entrada por pessoa é de R$ 3,00 (sim, somente três reais!).

Estávamos com um Uno 2011 e, apesar do pessimismo de alguns, conseguimos passar pela estrada (que é péssima) e ainda cruzar um rio (que passava bem fraco por determinado ponto da estrada).

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São cerca de 30 minutos de trilha entre mato, escadas, curiosas formações rochosas, pedras e depois em “degraus” formados pelos canyons. O caminho em si já reserva muitas surpresas como a Cachoeira Encantada, cujas águas desaparecem no solo e seguem por baixo das pedras, e um conjunto de pequenas quedas que formam a melhor hidromassagem natural que existe!

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Cachoeira Encantada

Os minutos finais da trilha são para guardar na memória para o resto da vida.  São aproximadamente 80 metros caminhando entre um canyon estreito, por cima das rochas. Ao chegar no final uma pequena curva faz você perder o folego com o visual espetacular da Cachoeira!

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Não deixe de ir até a cachoeira e subir nas pedras para ficar atrás da queda. Como é impossível ficar em baixo pela força da água, a parte mais legal é pular atravessando a barreira de água.

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Após ficarmos mais de uma hora e meia nadando nas águas do Buracão, seguimos a trilha subindo os canyons de onde é possível ver de cima a queda. Com certeza uma parada obrigatória para todos.

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Cachoeira da Fumacinha

Essa é para quem tem mais disposição. Se a trilha para o Buracão é tranquila, essa aqui exige bastante preparo físco. São quatro horas de trilha para chegar até a cachoeira e mais quatro para voltar, ou seja, é preciso acordar bem cedo. Por volta das 6h30 já estávamos a postos com um arsenal de pequenas comidas como frutas (ótimas, pois o descarte pode ser na natureza), água e biscoito. O acesso é feito também pelo Parque Natural Municipal do Espalhado, dali são mais 30 minutos de carro até o inicio da trilha.

A primeira parte da trilha é de mata fechada. Seguindo os conselhos de Roney, nosso guia, fomos de calça comprida para evitar arranhões nas pernas. E como foi útil! O inicio da trilha é bem fechada, chegamos a encontrar uma cobra no caminho.

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Cuidado na trilha!

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A trilha continua até encontrarmos pela primeira vez o rio. Ele cruza por diversas vezes a trilha, que alterna extensões de areia e vegetação bem seca, com vegetação tropical e mata fechada. Até que se chega à parte das pedras. A maior parte da trilha é constituída de pedras, seguindo o caminho do Rio. Essa parte é mais pesada, pois exige equilíbrio e força nos momentos de pequenas escaladas.

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Parte da trilha onde cruzamos o rio
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Trilha para a Cachoeira da Fumacinha: Pedra sobre pedra!

No decorrer da trilha encontramos diversas cachoeiras, poços e espelhos d’água. Eles literalmente salvam em dias de muito calor e renovam para os próximos quilômetros de trilha.

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Em alguns momentos é preciso escalar e passar de um lado a outro se pendurando pela rocha, como na pedra lascada.

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Pedra Lascada

Conseguimos andar em um ritmo bom e chegamos em 3h30 ao nosso objetivo: o canyon que forma a Cachoeira da Fumacinha.  Esse nome foi dado devido à “fumaça que sai da água” quando ela chega ao fundo. A visão da fenda que dá acesso a Cachoeira já é um espetáculo a parte.

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Para entrar literalmente na fenda é preciso ir margeando as pedras segurando bem firme, pois as pedras do caminho quando mais próximas vão se tornando mais escorregadias devido ao limo.

Lá dentro, a visão é única, mágica, espetacular! A água mina da pedra e cai de diversos pontos formando uma única queda com mais de 100m.

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Cachoeira da Fumacinha

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Uma das razões de se sair cedo para a trilha, além de evitar o retorno à noite, é conseguir chegar na cachoeira entre 12h e 13h, horário em que o sol consegue “entrar” e alguns raios atingem parte da água.

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Aliás, o sol é muito importante, pois o formato da pedra, em negativo como se estivesse se fechando, tornou o ambiente todo muito úmido. As pedras e alguns pedaços do canyon são cobertos por limo. Essa formação também deixa a água bastante gelada, mas nada que quem já esteve nas águas de Sana, São Thomé das Letras e Ibitipoca não aguente. Até porque chegar até lá e não entrar na água por conta de estar gelada nunca foi uma opção para nós!

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A volta sempre é mais lenta, acabamos fazendo em quatro horas e pudemos contemplar mais desse incrível lugar. Seus contrastes e pequenas belezas naturais em cada ponto que olhamos.

Mirante do Campo Redondo

Na estrada de volta para a saída do Parque, há outro ponto de Ibicoara que não se pode deixar de visitar. O povoado de Campo Redondo é onde os pesquisadores de Ovnis se instalaram em busca de contato com seres extraterrestres. Mas nosso objetivo aqui era no nosso próprio planeta.

O Mirante do Campo redondo é uma rocha de uma das encostas da estrada. Devido à sua posição, dependendo do ângulo em que a foto é tirada tem-se a ilusão de que se está a beira de um abismo. De lá também é possível ver um dos mais lindos visuais com rochas típicas do relevo da Chapada.

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É, o Brasil é um país com muito a ser descoberto. A Chapada é um exemplo, onde muitas belezas naturais ainda serão descobertas. Se hoje já é um lugar onde é possível se surpreender a cada dia, imagino daqui há 10 anos. Isso, é claro, se cada um desses pontos for preservado tal como manda a mãe natureza. Após essa viagem, podemos afirmar que esse é um dos lugares mais bonitos que já fomos e um dos mais bonitos do Brasil!

 


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Sobre o autor

Carioca da gema, flamenguista, psicólogo e apaixonado por fotografia. Para ele, qualquer lugar é perfeito com céu azul, sol e uma cerveja gelada. Após dois anos morando em Dublin, é hora de retomar a vida no Brasil e desbravar cada cantinho do nosso país.