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Rio de Janeiro… A cidade maravilhosa é hoje a cidade mais visitada de todo o Brasil! Segundo o Ministério do Turismo, o Rio lidera com folga a lista de destinos turísticos do país. De todos os estrangeiros que vêm ao Brasil, 30,2% visitam a cidade.

 

Os dados são do Estudo da Demanda Turística Internacional de 2011, é só comprovam o bom momento que a cidade está vivendo. Apesar dos pesares, o Rio de Janeiro e todo o Estado ainda continuam lindos. Pena que os cariocas da gema, aqueles que aqui nasceram e foram criados nem sempre aproveitem o paraíso que tem bem no quintal.

Há tempos começamos a notar como amigos que visitam a cidade por alguns dias conseguiam conhecer lugares incríveis que nem nós mesmos sabíamos que existiam! Mas, decidimos que isso pode e deve mudar. Decidimos descobrir também esses lugares e esse espaço é para dividir um pouco dessas experiências.

Sim! Isso mesmo! Aqui no Rotas Cariocas vamos mostrar como é possível fazer passeios incríveis sem sequer sair da cidade ou do estado. Prepare sua mochila e vamos lá!

Os mistérios da Pedra da Gávea

Quem não desejou ir até “a Terra dos Monstros” quando viu Os Trapalhões, Angélica e Conrado (sim, Conrado!!!) perdidos com monstrinhos comilões dentro dessa pedra?

A Pedra da Gávea e sua misteriosa “cabeça de índio” sempre despertaram o interesse e a curiosidade de todos e conosco não foi diferente. Mas como dizem, no painno gain.  Para chegar à tão esperada vista e curtir toda a paisagem é preciso passar antes por uma trilha pesada entre muitas raízes e pedras e com direito a escalada em paredões

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O que levar para subir a Pedra da Gávea?

Antes de sair de casa, coloque em uma mochila leve ou cartucheira água ou isotônicos (ou os dois) e frutas como banana e maçã. Além de alimentarem e ajudarem a prevenir câimbras, os restos das frutas viram adubo natural e você não terá que se preocupar em trazer o lixo de volta.

Dica importante: evite bolsas de lado porque há trechos em que você precisará usar pernas e braços para

escalar e o ideal é que as bolsas e mochilas sejam bem presas ao corpo para não atrapalharem nesses trechos.

Como é a trilha da Pedra da Gávea?

A Pedra da Gávea fica localizada entre os Bairros de São Conrado e Barra da Tijuca. A menos que você more por ali – o que não é o nosso caso – saia de casa bem cedo. Isso porque o legal é começar a fazer a trilha cedo para não pegar o sol muito forte no topo da pedra. O acesso é feito por dentro do Parque Nacional da Tijuca. Aos que vão pela primeira vez é preciso ficar atento, pois a entrada é feita por uma espécie de condomínio. Carros podem circular até a área da guarita do Parque. Dali em diante, só a pé!

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A Trilha

Alongue-se antes de começar a andar, principalmente se você é do tipo aventureiro de final de semana. Para fazer a trilha não é necessário ir acompanhado de um guia, mas é norma ter uma pessoa responsável para assinar uma lista na guarita do Parque informando seu telefone, número de pessoas que estão juntas e o horário de entrada por questões de segurança.

Via Pico dos 4

São duas maneiras de chegar ao topo da Pedra. Uma delas é seguindo a trilha do Pico dos 4. O inicio é o mesmo do caminho que segue para a Pedra da Gávea, mas logo depois da cachoeira saímos dessa trilha mais frequentada e cruzamos o riacho, nesse ponto já em direção ao Pico dos Quatro.Essa é uma trilha mais curta, porém bem mais íngreme. Só vá por esse caminho com um guia, ou com alguém que conheça bem a trilha, pois ela é bem fechada. Depois de aproximadamente uma hora e meia, temos a primeira parada, a Garganta do Céu. O visual é recompensador. A Garganta do Céu fica na lateral da Pedra da Gávea, de lá temos vista para São Conrado e a esquerda, a rocha forma uma moldura natural, ou seja, várias fotos fantásticas!

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Rio de Janeiro, pedra da gavea, trilha, via pico dos 4, quatro, vista, sao conrado, garganta do ceuNesse lugar, você consegue passar por baixo de umas pedras e descer mais um pouquinho. Desse ângulo você consegue fotografar com a “moldura natural” dos dois lados. Um ângulo visto por poucos.

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Outra dica interessante para fotografar o lugar, é a fenda que se forma com a sombra das rochas. Excelente para tirar fotos de silhuetas.

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Após muito descanso e várias fotos, voltamos à trilha em direção ao topo! Muita subida e rochas que você só consegue subir com o auxilio do cabo de aço que fica na Pedra. Após aproximadamente 45 minutos chegamos ao topo da Pedra da Gávea.

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Tradicional

O outro caminho, é o tradicional.O primeiro trecho é bem tranquilo com uma “estrada” composta de pedras, mas bem niveladas. Depois começa um caminho entre raízes e pedras entre subidas e descidas. Pode parecer difícil, mas não é. As árvores protegem do sol e amenizam o calor. O ideal é que a pessoa siga sempre o mesmo ritmo e evite fazer muitas paradas para não chegar ao topo sob sol muito forte.

O tempo de caminhada é bem relativo. Levamos duas horas e meia para subir os 842m de altura, mas fizemos uma caminhada bem leve com, é claro, muitas paradas para fotos. A descida levou apenas uma hora e meia.

O importante é saber que a trilha tem momentos de escalada em pedras, mas nada impossíveis. A primeira encontrada tem até aqueles ferros para serem usados como degraus para auxiliar na subida. Para passar pela segunda é preciso usar algumas raízes como apoio. E a última é a famosa carrasqueira.

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A Carrasqueira

A Carrasqueira não tem esse nome por acaso. Ela é um grande paredão composto de várias pedras. Confesso que me assustei quando vi as pessoas com cordas e todos aqueles equipamentos de escalada. Não preciso dizer que não fomos com equipamento algum… As pessoas que estavam lá foram bem simpáticas e ofereceram o equipamento, mas já que tinha passado pelas outras escaladas, quisemos testar se conseguiríamos ir mais longe. E conseguimos! Subindo pelo canto esquerdo é só procurar as fendas e impulsionar sempre bastante o corpo. A subida foi bem mais fácil do que imaginava! Já a descida que é mais cruel, mas faça como eu e só pense nisso na hora da volta.

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O Topo

Mais cinco minutos de subida entre raízes e chega-se ao topo. Dali existem duas opções de caminho. Á direita é a parte mais conhecida. São pedras planas que dão vista para praticamente toda a cidade. Dá para ver do Pão de Açúcar até a Ponte Rio-Niterói. A vista é LINDA! De tirar o fôlego mesmo! Faz com que você esqueça todos os problemas do Rio e agradeça por viver aqui.

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À esquerda tem uma trilha para os que gostam de fortes emoções. Na primeira parte encontramos mais pedras que dão para vistas espetaculares. Seguindo em frente tem um trecho onde é preciso descer em uma pequena encosta por um cabo de ferro. Depois no outro lado, tem mais um paredão para subir com pedras altas e poucas fendas. É preciso ter cuidado, pois as pedras desse trecho minam água, ou seja, lama e pedras escorregadias. Mas quem conseguir subir não vai se arrepender. Esse caminho dá para o ponto mais alto da Pedra, para a “cabeça do índio”! Além disso tem a cadeirinha, uma formação rochosa na última pedra. É possível sentar lá e ficar literalmente de cara para o precipício.

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O passeio vale muito a penas, mas é importante respeito. Respeito ao seu limite para não se arriscar sem necessidade e respeito à natureza. Não deixe lixo na trilha ou nas pedras do topo. O Rio de Janeiro agradece!

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.