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Esse post é uma retrospectiva de onde já fomos com nosso filho Bernardo e o porque da escolha de cada lugar. Minha intenção aqui não é fazer um manual, com o que fazer e o que não fazer. E sim, contar um pouco do que já vivemos e ajudar aos novos pais perceberem que muitos destinos ditos “não próprios para crianças” podem sim ser visitados.

Ter um filho não pode significar privação, mas significa sim muita adaptação. Falamos sobre isso em entrevista na UOL recentementeIndependentemente do destino, você provavelmente não ter que prestar mais atenção na escolha da hospedagem (melhor localização e café da manhã inclusos para facilitar), na proximidade com serviços como restaurantes, farmácias e mercados e também na estrutura como um todo da cidade (sinal de celular, hospitais).

Dito isso, vamos começar nossa retrospectiva:

Para onde viajamos com o bebê

Arraial do Cabo (RJ) – bebê 2 meses

Definitivamente Arraial do Cabo passa longe de qualquer lista de destinos para se viajar com um bebê. No entanto, tínhamos compromisso de trabalho na cidade e nós queríamos começar com lugares mais próximos de onde moramos (Arraial fica a apenas 2 horas do Rio de Janeiro , um dos melhores bate e volta saindo da cidade). Fomos no final de maio, quando já não estava tão calor, mas tampouco estava frio.

Optamos por ir de carro e fizemos muitas paradas para amamentação e trocas de fraldas durante a viagem. Levamos uma mala que agora vejo que foi ridiculamente grande com roupas para todas as possibilidades de clima, banheira para o banho, fraldas, kit de remédios para emergências mais comuns como febre e o telefone do pediatra sempre a mãos.

Com apenas 2 meses, tomamos cuidados muito especiais com o sol (contamos tudo aqui em viajar com bebês na praia) e só fomos a praia depois das 16h, horário recomendado para o banho de sol pelo pediatra.

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Na Praia do Pontal em Arraial. Roupa com proteção UV de mangas e calças compridas e chapéu que protege também o pescoço para o Bernardo.

Paraty (RJ) – bebê 2 meses

Paraty foi um destino mais pensado e planejado. Acho que cidades históricas e crianças pequenas sempre combinam. Elas costumam ser mais pacatas, mais calmas e ainda com ótima infraestrutura.

Optamos por nos hospedar bem próximo ao Centro Histórico e íamos a pé para lá. Como os carros são proibidos em muitas ruas, é bem tranquilo passear por lá. Só não dá para usar carrinho (ruas históricas feitas em pedra!).

Aproveitamos e também visitamos Trindade (praia que não íamos há anos). Sempre tendo cuidados com o bebê e o sol.

Nessa fase o bebê precisa dormir muito e por isso a escolha da hospedagem perto foi perfeita. Sempre voltávamos para o hotel para que ele descansasse com conforto.

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Ubatuba e Maresias (SP) – bebê 3 meses

Paraty foi uma parada estratégica para nosso destino final, que seria Maresias. Saindo do Rio seriam pelo menos 6 horas de viagem até lá, o que seria muito para um bebê tão pequeno. Então optamos por fracionar a viagem e passar 2 dias em Paraty na ida e mais 1 na volta. De Paraty a Maresias foram mais 2 horas com uma parada em Ubatuba para curtir um pouco a praia.

Nessa época eu não colocava o Bernardo na água da praia com medo da temperatura (era outono e eu achava água muito gelada para ele), mas já deixava ele passar os pés na areia e sentir a textura.

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Tiradentes (MG) – bebê 4 meses

Curiosamente essa foi minha viagem mais temida. Já estávamos em julho e as temperaturas em Tiradentes estavam muito baixas.

Viajamos para o casamento de um amigo, cujo convite veio antes mesmo do Bernardo resolver entrar em nossas vidas. Não podíamos faltar. O engraçado é que muitas pessoas vieram nos falar que achavam que nós não iríamos justamente por causa do bebê.

Agasalhei bem Bernardo naqueles dias e dei o banho mais de gato possível nele e sobrevivemos. Deu até para fazer turismo pela cidade.

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Fernando de Noronha (PE) – bebê 6 meses

Fernando de Noronha foi a mais planejada de todas as viagens que fizemos até agora com o Bernardo. Vimos a promoção de passagens aéreas quando ele ainda estava na minha barriga. Calculamos quando já poderíamos ir a praia com ele chegamos ao mês perfeito também na ilha: setembro!

Nessa altura ele estava começando a introdução alimentar (o que me trouxe muita preocupação), mas ao mesmo tempo, ele já não demandava tanto de roupas, fraldas de boca, babadores… Com dois dentinhos já nascidos entramos na fase dos mordedores e brinquedos (conto mais em 10 coisas legais para levar em uma viagem de bebês).

Comprei muitas frutas no mercado em Recife e levei para Noronha (nessa fase ele só mamava e comia frutas). Agora ele já usava protetor solar e repelente, o que nos deu mais conforto e tranquilidade. E o melhor, ele já podia mergulhar na água da praia!

Ele já se sentava sem apoios desde os 5 meses e já se arrastava, mas foi durante essa viagem que ele aprendeu a engatinhar. Será que a natureza o inspirou? Gosto de pensar que sim.

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Recife e Porto de Galinhas (PE) – bebê 7 meses

Visitamos Recife e Porto de Galinhas também na mesma época “viagem” de Noronha. Passamos 2 dias Recife antes de embarcar para Noronha e depois mais 2 dias em Porto de Galinhas.

Em Porto de Galinhas ficamos pela primeira vez em um hotel realmente baby friendly com buffet especial, salas para preparo de comida (caso preferíssemos) e espaços para crianças de todas as idades. Com ele já engatinhando, foi bom poder deixar ele em um espaço adequado, com brinquedos e tudo pensados para bebês.

Claro que também fizemos o passeios de “gente grande” com o tradicional passeio de jangada. No final, sempre mais mergulho com o filhão.

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Petrópolis (RJ) – bebê 1 ano

Depois de Noronha, Bruno ainda viajou para o Espírito Santo, mas eu e Bernardo não fomos. Só voltamos a viajar logo após seu aniversário de 1 ano. O destino foi mais uma vez um bate e volta do Rio de Janeiro: Petrópolis.

Agora Bernardo já anda e come de tudo. Ou seja, mais uma vez os cuidados e preocupações mudaram. Sobre alimentação eu sempre procuro por pratos com legumes cozidos sem sal. Ele também foi “educado” na alimentação dentro do BLW e nunca dei “papinha” a ele. Na prática isso me ajudou a não precisar levar ou procurar por papinhas para ele nas viagens. Ele come praticamente o mesmo que nós.

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Trilha no Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Foz do Iguaçu – bebê 1 ano e 1 mês

Foz é um destino para todas as idades. Nessa viagem a minha maior dificuldade era manter o Bernardo no colo, pois ele queria andar, correr, pular, se jogar nas Cataratas…  Por sinal, tanto o lado brasileiro quanto o argentino recebem muitas famílias com bebês pequenos. O lado brasileiro possui mais estrutura e é mais acessível para quem precisa levar um carrinho. Para quem for ao lado argentino, é possível alugar o carrinho de bebê lá mesmo.

Em falar em Argentina, nessa mesma viagem atravessamos a fronteira para o Paraguay e para a Argentina com ele. Por isso, antes de viajar corri para tirar o documento de identidade (RG) dele. Para atravessar fronteiras internacionais somente a certidão de nascimento não é o bastante. É preciso um documento com foto do bebê (RG ou Passaporte), não importa o quão novo ele seja.

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Nas Cataratas do Iguaçu, em Foz.

O que mudou da primeira viagem para cá?

Se no início nossa maior preocupação era com a mala do bebê (o que levar, o que não levar), depois passamos a nos preocupar em como manter a alimentação saudável dele. Agora nossa preocupação é incluir no roteiro de viagem cada vez mais opções de lugares onde ele possa brincar livremente e com segurança.

Esse lugar pode ser uma praia, um parque, uma praça ao ar livre… O importante de agora em diante para nós é sempre pensar em atividades também para o Bernardo, afinal, ele agora está participando cada vez mais ativamente das viagens. Quem sabe o que iremos inventar daqui para frente?


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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.