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E você que achou seu maior problema era fazer a mala para levar para a maternidade, não é? Que nada! O drama das malas e bebês só começou!

Eu sempre me considerei uma pessoa bem compacta no que se refere a fazer malas para uma viagem. Uma breve olhada em nossos posts da viagem pela Tailândia já revela que levei poucas peças e repeti muitas vezes. Em nossas viagens pela Europa também levava uma casacão e muitos acessórios como cachecóis e chapéus para parecer que tinha mudado de roupa (só que não). Só que com bebês não dá para pensar de forma racional quanto às malas.

Bebês são imprevisíveis e ao mesmo tempo que eles podem se babar, “explodir na fralda” e sujar tudo e tantas outras coisas… Eles também podem ser anjos e usar o mesmo body por mais de uma vez. Na dúvida é sempre bom ser precavida e levar roupas extras. Mas não é só de roupas que uma criança precisa e quanto maior ela for, mais ela vai precisar dessas “coisas extras”.

Depois de algumas viagens de carro (Arraial do Cabo e Paraty – RJ, Maresias – SP, São João del Rey e Tiradentes  -MG) e também de avião (Recife e Fernando de Noronha) com nosso filho, fiz uma lista com alguns itens extra que ajudam a evitar alguns perrengues de viagem. Para referência, em nossa última viagem Bernardo já estava com 6 meses de idade.

1 – Brinquedos práticos

Em primeiríssimo lugar: os brinquedos. Seu bebê já está num ambiente diferente, ele precisa de referências que ele conhece. Sem falar que quando mais “velho” o bebê, mais tempo ele passa acordado e você precisa entretê-lo. Em nossa viagem para Recife – Noronha – Porto de Galinhas eu optei por levar alguns brinquedos pequenos e que pudessem também ser levados à praia, como chocalhos e livros de banho.

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Eu uso também um colar mordedor. Sim! Eu uso em mim mesma e por vezes penduro no canguru para que ele se distraia enquanto está ali. O bom desse mordedor é que a mamãe pode usar um acessório que não machuca o bebê e ainda é prático porque ele está preso em você (no seu pescoço para ser mais exata) e aí não tem aquela saga de brinquedo que cai no chão toda hora justo quando você está correndo com a cria no colo para embarcar no avião, por exemplo. O preço dos colares varia de acordo com o modelo, mas já adianto que é caro. Geralmente a partir de R$60, mas eu tenho achado muito útil e uso direto o meu.

2 – Protetor solar e/ou Repelente

A partir dos 6 meses a pele dos bebês já tem maturidade para cremes, mas ainda é muito sensível se comparada à pele de um adulto. Por isso, cuidado ao procurar por protetores solar e repelentes. Os que trazem a palavra “kids” são para crianças. Para bebês os produtos costumam ser um pouco mais caros, mas compensam se não vier nenhuma dor de cabeça por alergia disso ou daquilo.

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Nosso filho usa o protetor solar da Mustela fator 50 (sem perfume, sem álcool e hipoalergênico), que consideramos um bom meio termo do mercado. Nas farmácias é possível encontrar esse protetor a partir de R$70 a embalagem de 100ml.  Outra opção é o Anthelios da La Roche-Posay Dermo-Pediatrics fator 60, que também é hipoalergênico e é o top do mercado e preço gira em torno de R$70 a 100ml.

Já no quesito repelente o nosso bolso não sofre tanto. Nosso filho usa o Repelente Huggies Turma da Mônica (a partir de R$15 o tubo com 120ml), mas também existe a Loção Anti-Mosquito da Jhonson (100ml por R$20). Se seu bebê ainda não tem 6 meses, existem alguns repelentes naturais que o pediatra pode receitar.

3 – Trocador portátil

Quando comprei minha bolsa de maternidade (ainda com 7 meses de gestação), escolhi uma com muitos bolsos para que conseguisse colocar absolutamente tudo o que pudesse precisar ali. Ela ainda é muito útil, mas na prática precisamos com muita urgência de duas coisas básicas: fraldas e lenços umedecidos. Outro choque de realidade é que nem sempre os banheiros contam com trocadores ou até mesmo com um espaço mínimo para que se deite uma criança. Já imaginou levar uma bolsa inteira para o banheiro de um avião?

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Assim, corri atrás de um trocador portátil que tivesse não só a parte para deitar a criança como também bolsos para colocar o básico (as fraldas e o lenço umedecido). Comprei um que fechado parece uma bolsinha e assim como meus documentos, só transfiro ele de uma bolsa para outra dependendo de onde vou. Nada mais de colocar fraldas em todas as bolsas.

Existem várias marcas no mercado e até trocadores feitos por artesãos. O meu é da Puket e custou R$70.

4 – Pote térmico para as comidas do bebê

Se eu soubesse o quanto iria usar esse item eu teria já pedido na minha lista de chá de bebê! Sério, se você tem um filho você vai usar muito isso. Como Bernardo só mamava até os 6 meses, deixei para pensar em comprar essas coisas exatamente a medida que fui precisando.

A ideia é simples: é uma marmita. O pote é revestido como uma garrafa térmica e conserva não só a temperatura dos alimentos como também previne que eles se estraguem. O pote conserva por até 7 horas os alimentos e uma coisa que observei depois de comprar o meu é que o formato “pote vertical” em vez do formato “marmita tradicional” é melhor para organizar e caber na bolsa da gente.

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Se você vai sair por poucas horas, dá para usar um pote de plástico tradicional e envolver ele com papel laminado para conservar um pouco mais a comida. Mas para garantir eu recomendo a compra de um desses potes próprios para crianças. O mais conhecido das mães é o pote térmico da SkipHop, que no Brasil chega a custar R$150 (já lá fora são apenas U$20). O meu é da marca canadense Marcus & Marcus e custa entre R$ 70 e R$80.

5 – Descartáveis

Não são ecologicamente corretos, mas quebram um galhão em viagens. Sempre que estamos viajando não temos muito tempo de ficar lavando o que quer que seja então tudo o que for descartável é perfeito. Ainda mais se considerarmos que o uso dos mesmos vai liberando espaço na mala.

E nessa categoria entra tudo: fraldas, babadores, trocador…  Logo em nossa primeira viagem recebi a dica de um trocador descartável, mas como o trocador portátil se provou muito compacto e fácil de limpar, nunca usei a versão descartável.

Fraldas descartáveis são indiscutíveis. Mesmo que você seja adepta(o) das fraldas de pano ecológicas, vamos concordar que não tem como ficar lavando fralda em viagem. Mas se você se mantiver firme nessa escolha, vai ter que prestar atenção na escolha do hotel. Hotéis “kids friendly” geralmente tem serviços especiais na lavanderia para fraldas e coisas do tipo. Hotéis “normais” já não tem esse serviço garantido.

E os babadores descartáveis caíram no meu gosto. Bernardo nunca comeu “papinhas tradicionais”. Ele comia os alimentos o mais próximo da textura natural possível, frutas sempre inteiras e nunca amassadas e sempre que a situação permitia eu deixava que ele usasse as mãos. Em casa é fácil não ligar para a bagunça. Já na rua…

Costumava já manter um babador de plástico na bolsa do bebê e levava sempre que saía. Mas mesmo esse modelo sendo muito prático na hora da limpeza, ainda era preciso limpá-lo. Os babadores descartáveis fazem inclusive esse bolso “cata migalha” e vem com diferentes pontos de adesivos para serem colados na roupa do bebe, impedindo que o babador saia do lugar. Depois de usado é só amassar e jogar no lixo.

6 – Tela de proteção do sol

Sempre que pagávamos o carro eu colocava uma fralda pendurada na janela para tampar o sol do rosto do bebê e ele dormir melhor. Comprar uma daquelas telas de proteção para as janelas laterais do carro nunca me passou pela cabeça até ver como o Bernardo se contorcia com o sol em seu rosto. Por isso que quando achei na farmácia essas telas de proteção que se dobram e cabem na bolsa, já tratei de comprar. Achei muito bom porque elas vem com uma capinha que as deixa bem pequenas. Quando é necessário usar basta tirar da capa, desdobrar e colocar as ventosas na janela.

Existem muitos tipos no mercado, incluindo uma que parece uma persiana. Nós temos a tela de proteção da Chicco, que é vendida até em farmácias (achei na Drogaria Onofre por R$36). Vem duas telas e uma capinha de proteção e custa R$36.

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7 – Chapéu /Roupas de proteção UV

E por falar em sol, se a viagem for para curtir praia é sempre bom investir também em roupinhas de proteção UV Fator 50+. Antigamente isso era “besteira” e todos nós temos fotos na praia quando bebês somente de chapéu e calcinha/sunga. E o chapéu era mais para compor o look do que realmente para proteger…

Mas o tempo passou e os adultos hoje estão sofrendo as consequências do excesso de exposição ao sol. Quando a pele é muito branca então o perigo é ainda maior. Eu mesma já uso camisas de manga com proteção UV, então lógico que também providenciaria para o Bernardo.

Até pelo calor eu hoje alterno a calça comprida com uma sunga, mas como braços e ombros sempre sofrem mais, não abro mão da camisa de mangas compridas. O Bernardo tem da TipTop e também da Litoraneus, sendo que não recomendo essa última! Comprei dois conjuntos na Litoraneus, um azul e um verde. Não tive problemas com o azul, já o verde solta tinta. Resultado: o bebê suou com a roupa e acabou também ficando verde e com algumas bolinhas de irritação.

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Já o chapéu sempre prefira os que também protejam o pescoço do baby. Bernardo tem um boné modelo “legionário” e tem também um chapéu tradicional de abas. Ambos são ótimos! Claro que tiro um pouco quando estamos na sombra, mas sempre coloco mesmo quando estamos na água.

8 – Guarda-sol / Barraca (no caso de praia)

E já que estamos falando de praia e sol, nunca se esqueça de providenciar uma sombra para o bebê. Pode ser sombra natural de uma árvore, pode ser a sombra do quiosque, o importante é garantir uma sombra. Mas se você não quiser depender da sorte de ter uma árvore esquematizada na praia ou de ter que gastar para ficar em um quiosque, leve ou alugue na praia um guarda-sol.

Como nós vamos muito a praia e gostamos de ficar lá por longos períodos, compramos um abrigo de vento com proteção solar. O modelo escolhido foi o  “Quechua 2 seconds XL”(preços entre R$130 a R$200, dependendo do tamanho). Compramos o nosso abrigo na Decathlon do Rio de Janeiro.

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9 – Canguru

Minha mãe e a mãe do Bruno são da época do carrinho. Cada vez que mencionava que ia levar meu filho em um sling ou canguru quando ele nascesse aos ouvidos delas soava como uma tortura para a criança. Mal sabiam elas que ele iria adorar!

Sempre achei que fosse a mãe “hipponga do sling”, mas o Be não se adaptou ao acessório e eu optei por passar a usar um canguru. Eu uso o Ergobaby 360, que pode ser usado com o bebê em quatro posições diferentes. Além de me ajudar muito na mobilidade (pois consigo andar mais rápido do que se estivesse com um carrinho, subir e descer escadas e passar por terrenos irregulares), ele ainda acalma o bebê, que se sente protegido no colo e dorme tranquilamente.

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Eu na Trilha do Abreus em Noronha, nós no avião saindo de Recife e Bruno também usando o Ergobaby no Parque Lage no Rio.

10 – Tapete impermeável portátil

Por último, um item que é ótimo até para pequenos passeios perto de casa: tapetes impermeáveis. Eles são ótimos para ir à praia ou para um passeio na pracinha. Isso porque existem duas verdades sobre bebês: eles se sujam e se movimentam muito. Assim, as duas coisas juntas significa um meleca infinita se você estiver usando uma canga ou algo do tipo.

Esses tapetes são impermeáveis então aquela água que virou do copo não será absorvida. Basta passar um pano qualquer e pronto. Como são dobráveis são em sua maioria muito práticos de carregar (muitos modelos vêm com uma alça também). Só prestem atenção na hora de comprar no tamanho do volume dobrado. Comprei um que era muito leve e muito prático na hora de limpar, mas dobrado era do tamanho do Bernardo!

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Com exceção dos repelente, protetor solar e roupas e chapéu para se proteger do sol, os itens dessa lista não são essenciais. Como o título já sugere, são coisas legais para evitar perrengues; coisas que deixarão sua vida mais fácil e prática ao viajar com um bebê. Mas essas são apenas as minha indicações com base no que eu já vivi com meu filho. Se você tiver mais algum produto para indicar, pode deixar aqui nos comentários.

Principalmente para as indicações de repelente e protetor solar, vale consultar seu pediatra para ver qual produto é o melhor para seu filho.

Feito isso, boa viagem!


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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.