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A capital pernambucana tem tudo a ver com verão e foi nossa escolha para começar uma viagem de praia que incluiu ainda Fernando de Noronha e Porto de Galinhas. E como sempre falamos, nada melhor do que os próprios locais para indicar os melhores passeios. Assim, perguntamos em nosso Instagram @deixadefrescura aos nossos seguidores quais eram os passeios imperdíveis em Recife. Com as respostas montamos não só o nosso roteiro como também fizemos uma versão estendida para quem tiver mais tempo na cidade. E ai? Preparados? Então vamos começar nosso tour!

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Dia lindo de sol em Recife e nós corremos para aproveitá-lo ao máximo! E olha o Bernardo ali com a gente!

Recife – roteiro de viagem com bebês

Essa foi a primeira viagem de avião do nosso filho Bernardo no alto de seus 6 meses de idade. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, viajar com um bebê é sim possível. Os pais já conhecem bem o seu filho e sabem de seus horários (se dorme a tarde, se acorda muito cedo e por ai vai) e assim basta só adaptar as atrações a serem visitadas com a rotina do bebê.

Outro cuidado que agora temos é escolher lugares fechados e com um pouco mais de estrutura para almoçar. Antes de nosso filho, nós pulávamos refeições e comíamos correndo entre um ponto turístico e outro. Agora procuramos sempre um restaurante próximo ao que queremos visitar para que ele consiga descansar um pouco, eu consiga trocar a fralda com tranquilidade e caso o bebê já coma (o nosso estava iniciando a introdução alimentar), para que ele possa também comer com calma (nesse inicinho eles demoram uma vida para comer).

Ponto de partida – escolhendo a melhor localização para o hotel

O ponto de partida de qualquer roteiro turístico é a hospedagem. No nosso caso, optamos por nos hospedar na região da Boa Viagem. O bairro é bem conhecido e conta com muitos hotéis em frente à praia. Nós ficamos no Hotel Jangadeiro também em frente à orla.

Roteiro de 1 dia em Recife

Com um dia é possível conhecer bem o Centro Histórico de Recife. Nós acordamos cedo e pegamos um Uber até a Praça do Marco Zero, de onde começamos nosso roteiro.

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Praça do Marco Zero e nós bem ali no centro desse lindo mosaico.

O mosaico no chão da Praça feito pelo artista Cícero Dias representa o nascimento da cidade, que se desenvolveu à partir do Cais do Porto. É ali também que está o letreiro da cidade, onde além de vendedores ambulantes oferecendo as famosas sombrinhas de frevo, encontramos também fotógrafos com máquinas para imprimir as fotos na hora.

Logo fomos conhecer o Centro de Artesanato de Pernambuco, um espaço que reúne o trabalho de artesãos de todo o estado. Existem peças para todos os bolsos e todos os gostos (e acrescentaria também para todas as malas devido ao tamanho de algumas delas). E o mais interessante é que na etiqueta dos produtos vêm detalhes como o nome do artesão, de que região ele é e seu contato, no caso do visitante querer ver mais do trabalho do artista.

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Artesanato típico de todo o Pernambuco. Peças de todos os tamanhos e tipos homenageiam desde o sertanejo e a cultura do cangaço do passado até figuras da cultura como o músico Chico Science e Ariano Suassuna.

Mesmo que você não tenha a intenção de comprar nada vale a pena visitar o espaço.

Do outro lado do rio está o Parque de Esculturas de Francisco Brennand. O espaço funciona como um museu a céu aberto e foi construído por cima de um recife. O projeto foi encomendado ao artista Francisco Brennand como parte das comemorações dos 500 anos do Brasil. Em frente ao Marco Zero há vários barcos a motor que fazem a travessia até as 16h. São R$5 por pessoa incluindo ida e volta e não há tempo mínimo ou máximo para ficar no Parque. Todos os barcos fazem parte da mesma cooperativa e mesmo que você vá com um barqueiro, pode voltar com outro.

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Nós fazendo a travessia de barco até o Parque das Esculturas de Francisco Brennand

A travessia é bem curta e tranquila. Tanto que eu atravessei levando o Bernardo usando nosso Ergobaby para me dar mais segurança e ficar com os braços livres. Atravessar de carrinho nem pensar, pessoal!

Retornamos e já era hora do almoço. Na própria região do Cais do Porto há vários restaurantes bons e com preço justo. A região foi toda reformada recentemente e está muito agradável de se andar. Almoçamos no Rock and Ribs Lounge, um espaço bem agradável e com decoração de rock clássico.

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A região revitalizada do Porto com restaurantes baratos e bem diversificados.

Seguimos para a famosa Rua do Bom Jesus e visitamos a Embaixada dos Bonecos Gigantes. O ingresso para a exposição permanente custa R$10 e lá ficam alguns dos famosos bonecos que desfilam no Carnaval de Olinda. A cada meia hora um guia entra e explica o processo de fabricação de cada boneco e conta um pouco de cada um dos personagens que lá estão. Existem bonecos de tudo por lá: personagens fictícios como Batman, Superman e Darth Vader;  personalidades da música como Elba Ramalho, Chico Science, Zezé di Camargo e Gene Simmons (vocalista do Kiss); até figuras conhecidas por outros motivos como o juiz Sérgio Mouro e o “japonês da federal”. De todos os bonecos, apenas o do Papa Francisco não saiu no Carnaval por ser uma figura religiosa.

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Tem de tudo por ali! Japonês da federal, Turma do Chaves, Trapalhões, Zé Bonitinho, Chacrinha, Luiz Gonzaga e muito mais!
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Quem resite a fazer um “Au!” ao lado de Michael Jackson? E os dreads de Bob Marley também foram vítimas das “mãos de polvo” do Bernardo.

No espaço há também adereços para que os visitantes possam “se fantasiar” para tirar fotos com os bonecos.

Seguindo alguns metros encontramos a Praça com a primeira Sinagoga das Américas, a Sinagoga Kahal Zur Israel, e do outro lado o Paço do Frevo. O Paço é um museu interativo que conta a história do Frevo fazendo um paralelo com a história cultural e política do país. O ingresso custa R$8 e aos domingos a entrada é liberada.

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O último andar é dedicado aos estandartes do frevo e às imagens mais marcantes do Carnaval de Pernambuco.

No térreo do museu há um café muito simpático e perfeito para dar aquela parada antes de continuar o roteiro.

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Parada para descansar no café do Paço do Frevo

Por fim o Museu Cais do Sertão, que conta a história do cantor e compositor Luiz Gonzaga. Infelizmente, nós não conseguimos chegar a tempo de conhecer esse museu (atenção ao horário! A entrada só é permitida até as 16h30), mas todos os nossos seguidores falaram que é imperdível!

E para quem conseguir cumprir todo o roteiro acima, vale fechar a tarde com um passeio de catamarã pelas pontes de Recife e assistir de lá ao por do sol. O passeio custa R$50 por pessoa, mas se você não estiver a fim de desembolsar esse valor, pode tentar fechar o passeio com algum barqueiro (os mesmos que fazem a travessia Porto X Parque das Esculturas).

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Aquela panorâmica para tentar retratar como a Praça da Boa Viagem fica viva à noite

Termine o dia na Praça da Boa Viagem e na sua feira. A “feirinha” é super tradicional e é dividida em dois lados: um para roupas e objetos de artesanato; e outra de frente para a Igreja que é dedicada à culinária. Um pedaço de torta sai por R$8 e uma Coca-cola por R$5.

Dica de restaurante bem legal ali na Praça é o Ilha Sertaneja. O espaço tem um lado mais “boteco” para tomar uma cerveja sem compromisso com algum aperitivo e outro lado com mesas e decoração com elementos bem nordestinos.

Roteiro de 2 ou 3 dias em Recife

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A praia da Boa Viagem vista do nosso quarto no Hotel Jangadeiro

Com dois dias na cidade é possível ir mais longe e passar a manhã na praia da Boa Viagem. Os avisos de ataques de tubarão na própria orla assustam, mas os moradores locais falam que é seguro desde que não saia da beira do mar. Então se quer visitar essa praia, nada de sair da beirinha!

Almoce um pouco mais cedo no restaurante típico Parraxaxá, onde encontramos um espaço lindo com decoração que misturava elementos do nordeste atual com o antigo e um buffet que precisaria de mais dois dias para poder apreciar tudo.

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Começando os trabalhos com um cuscuz recheado de muito queijo! Almoço no Parraxaxá precisa de muito tempo para apreciar as várias delícias da cozinha pernambucana.

A partir das 13h o Instituto Ricardo Brennand abre a público. A Oficina Francisco Brennand está abrindo às 10h, mas como as duas atrações são um pouco mais distantes do Centro da cidade e da Boa Viagem vale tentar visitá-las na mesma “saída”. Só um detalhe: só é possível chegar neles de carro.  Outra dificuldade é que apesar de no mapa os dois parecerem bem próximos, eles ficam em margens diferentes do rio. Mas com Uber e algum aplicativo de Mapas como Waze ou o próprio Google Maps dá para chegar sem problemas.

No terceiro dia em Recife a nossa dica é expandir e ir conhecer também Olinda ou a Ilha de Itamaracá. Olinda ´r considerada uma cidade “irmã” de Recife e dentre as suas atrações está o Museu de Arte Sacra e o Museu do Mamulengo, além é claro das suas coloridas ruas. Já a Ilha de Itamaracá é para quem quer curtir praia! Ambos os passeios precisam de um dia inteiro (principalmente para quem vai até Itamaracá) então o idela é pensar no que mais te agrada e se jogar! Nós, nos jogamos em Fernando de Noronha e Porto de Galinhas, mas isso já é assunto para os próximos posts.


Vai para Recife? Confira todas as opções de hospedagem na ilha!
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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.