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Viver por si só já é uma roleta russa de furadas e acertos. E depois de um certo tempo de estrada, é comum colecionar algumas histórias de situações digamos não tão agradáveis. Hoje tudo vira tema de piada, mas a verdade é que passar por algumas delas em meio a uma viagem de férias, além de uma grande furada foi bem embaraçoso.

Nesse post vamos contar sem frescuras as 5 situações mais embaraçosas pelas quais já passamos. Quem nos acompanha pelo snapchat @deixadefrescura e no Instagram também @deixadefrescura talvez já nos tenha visto falar de uma ou outra história em tempo real, então corre e adiciona a gente lá para não perder mais nenhum dos nossos causos.

1 – Cadê o dinheiro?Achar que tem mais dinheiro do que realmente tem.

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To ricoooooo! Só que não… Cuidado ao converter o dinheiro em outra moeda e perder a noção. Imagem: Shutterstock

Férias e viagens em geral sempre são  momentos de prazer onde você quer viver a vida adoidado sem pensar muito no amanhã. Isso mais o fato de você estar em um país estrangeiro, gastando em uma moeda completamente diferente é um perigo para o bolso do viajante. Na Tailândia, onde a moeda é o baht, que é bem desvalorizada em relação ao nosso real, isso aconteceu fácil em alguns momentos. Com a sensação de que estávamos simplesmente ricos com tantos “mil” baht gastamos mais do que tínhamos pensado na hora. Só fomos ver o real vamos quando fizemos a conta em casa.

sirocco sky bar bangkok se beber nao case 2
Nós, no Sirocco Sky Bar.

Não chegamos a ficar sem dinheiro na rua, mas foi quase. Foi em Bangkok, quando fomos ao Sirocco Sky Bar, lugar onde foram gravadas cenas do filme Se beber, não case 2. O lugar é lindo, com vista panorâmica da cidade e um atendimento rápido no gatilho. Mal você acabava um drink a garçonete já trazia outro e foi assim até que quando vimos a conta, levamos um susto. Os preços eram bem altos e ainda existem taxas “do rei” pela venda de bebida alcóolica… No final, por pouco não sobra nem para o taxi de volta ao hotel.

2 – Cadê o dinheiro? Parte 2

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Coroas norueguesas. Coisas simples custam muitas coroas por lá. Imagem: Shutterstock

Já na Noruega o problema foi inverso. As coroas norueguesas são bem valorizadas, mesmo quando a conversão é feita a partir do euro. Saímos de Dublin em direção a Oslo e ainda no aeroporto fomos a uma casa de câmbio fazer a conversão.

Dei os euros à atendente e quando ela me retornou notas de 500 coroas e daí para cima, comentei em português com o Bruno que ia pedir para que ela trocasse por notas menores, imaginando que aquilo seria muito dinheiro. A atendente falava espanhol e entendeu o meu comentário e respondeu (espanhol) que não me preocupasse que eu ia gastar rapidinho as 500 coroas, que aquilo não era muito dinheiro. Dito e feito! Não demorou muito para irmos comer alguma coisa, escolhermos o lanche e logo na hora de ver o preço desistirmos e trocarmos por algo mais simples porque obviamente tínhamos calculado mal o orçamento.

3 – Falar em português na gringa se achando o espertão e todo mundo ao redor entender

Brasileiros falam alto por natureza e em certos lugares do mundo parecem só se locomover em bandos (quem já foi a Roma sabe do que eu to falando). Mas fora lugares super “visados” pelos turistas brasileiros, fato é que estamos em toda parte. Não existe um lugar do mundo onde não exista um brazuca. Já era fácil encontrá-los antes, com programas como o Ciências sem Fronteiras e algumas facilidades que muitos países oferecem para o intercâmbio por cursos de línguas então ficou ainda mais.

Mesmo que isso seja público e notório, muitas pessoas quando viajam parecem se sentirem mais a vontade para fazer os comentários que for em português como se ninguém ao seu redor fosse entendê-los. Já ouvimos de tudo: desde reclamações, comentários sobre as roupas e por aí vai.

Trilha para a Trolltunga na Noruega fila para tirar foto na pedra
Fila para tirar a foto na Trolltunga

Na Noruega estávamos eu eu o Bruno na fila para tirar a foto no penhasco da Trolltunga (se você nunca ouviu falar nesse lugar, precisa clicar aqui) quando eu ouvi uma brasileiro logo atrás de nós comentar com o namorado: “Olha só o braço da menina!”-  ao que o rapaz responde – “É de sol”.

Dias antes eu e Bruno fizemos a trilha da Kjeragbolten. Apesar da neve, nesse dia não estava frio e eu usei uma camiseta de mangas curtas. Passei protetor solar no rosto e me esqueci dos braços. O resultado de uma trilha de duas horas + sol + neve foi de braços bem queimados de vermelho com aquela marca de blusa de gringo quando visita o Rio de Janeiro. Na hora da foto da Trolltunga eu tirei o casaco e fiquei apenas com uma camiseta e ai que ouvi o bendito comentário. Virei para trás e respondi em bom português “Pois é! Eu esqueci de passar o protetor na outra trilha.” A menina arregalou o olho e meio sem graça começou a puxar assunto… “Ah, vocês são brasileiros?”

Trilha para a Trolltunga na Noruega bandeira do brasil
A foto “oficial” na ponta da Trolltunga.

4 – Se tornar o centro das atenções sem querer

Essa também envolve brazucas ao redor do mundo. Estávamos em Malta, na Saint Peter’s Pool, uma espécia de piscina natural que se forma em uma cratera de aproximadamente uns 7m.

Algumas pessoas aproveitavam e pulavam ali para entrar na água (também era possível entrar mais a frente onde a rocha se aproximava aos poucos do nível do mar formando uma escada natural). Nós decidimos pular. Afinal, sem frescura, né galera?! Bruno foi primeiro. Eu fiquei na outra extremidade de cratera filmando tudo e também apontando para ele onde estavam as muitas águas-vivas que se concentravam ali na piscina.

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Galera observando as águas-vivas para saber o melhor lugar para pular.

Agora era minha vez. Fui até o ponto para pular. Ao meu lado chegam dois rapazes e decido esperar que eles pulem antes para não estragarem minha foto (:P). Só que eles começam a conversar numa mistura de inglês e espanhol sobre o braço de um deles. Quando eu viro, vejo uma queimadura enorme que ele atribui a las medusas, as águas-vivas! Se a coragem de pular ali já não era muita, agora tinha ficado ainda menor. Passamos alguns minutos eis que três brasileiros que estavam do outro lado da Saint Peter’s Pool começam a bater palmar e a cantar olhando para mim: “Pula! Pula! Pula!”  Assim que vi o resto dos turistas que estavam por ali se virarem para ver o que estava acontecendo, nem olhei onde estavam as águas vivas e rapidinho pulei.

? ? Malta ?? ? ? Saint Peter's Pool ? ? Hoje é dia de relembrar alguns micos. ??? . Essa aí sou eu na Saint Peter's Pool, uma piscina natural lindíssima de Malta. ? O lugar parece um paraíso, mas a água ali é cheia de águas-vivas. ? . Eu tava ali, na minha…levando meu tempo para pular quando um grupo de brasileiros (nós não conhecíamos eles!) começou a gritar: Pula! Pula! Pula! Todos do lugar começaram a olhar para minha cara. ? . Nunca pulei tão rápido na vida de tanta vergonha. ? . Mais dos micos que já pagamos por esse mundo afora no post novo lá no blog ? https://goo.gl/uA5Bne __________________________________________________ ? ? Gostou das fotos? Acompanhe nossas viagens pelo blog e embarque com a gente ao vivo pelo snapchat! ? ? ? deixadefrescura.com ? deixadefrescura ? facebook.com/deixadefrescura ?

A video posted by Deixa de Frescura!?Travel Blog (@deixadefrescura) on

5 – Não se dar bem com a comida local

Problemas de saúde em geral sempre é uma grande furada em viagens, mas nada é tão constrangedor quanto problemas intestinais. Sim, caro leitor, é disso mesmo que estamos falando. Afinal, quem nunca teve aquela dor de barriga num lugar totalmente inapropriado.

Uma das situações que vivemos foi em nossa viagem à Natal (Rio Grande do Norte), onde caímos de boca numa fruta local chamada Mangaba. A fruta é uma delícia e ao longo dia comemos absolutamente tudo feito dela. Foi suco de mangaba, mangaba do pé, sorvete de mangaba… No final do dia  fomos a um rodízio de pizzas e nem bem o meu primeiro pedaço chegou e já precisei sair da mesa correndo para o banheiro. Estávamos com mais pessoas à mesa e logo uma delas falou bem alto para mim: Você tá bem? Porque toda hora você tá indo ao banheiro. Até hoje não sei se fiquei vermelha de vergonha ou de ódio mesmo da menina indiscreta.

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Imagem: Shutterstock

Bruno ainda demorou um pouco mais para sentir os efeitos adversos do excesso da fruta. O final do dia foi com os dois tomando apenas chá e em casa cedo.

Por hoje chega das nossas situações embaraçosas. Se você já passou por algo parecido ou por algo pior, deixe aqui nos comentários e compartilhe com a gente também. A gente sabe que não somos os únicos a pagar mico por esse mundão.


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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.