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Indiscutivelmente uma das maiores atrações de Edimburgo – e porque não dizer, da Escócia – o Castelo de Edimburgo é um dos mais imponentes e bonitos que já tive a oportunidade de conhecer. Construído para ser uma grande fortaleza, tudo nele impressiona a começar pela sua localização.

O Castelo de Edimburgo foi construído no alto de um vulcão extinto (hoje chamado de Castle Rock por motivos óbvios). A escolha do lugar foi feita inicialmente pelo motivo de defesa, mas hoje tornou o Castelo um grande símbolo e referência da cidade. É como o Cristo Redentor para o Rio de Janeiro e a Torre Eiffel para Paris. De diferentes partes da cidade é possível avistar o Castelo de Edimburgo ao fundo, como um cenário digno de Game of Thrones ou O Senhor dos Anéis.

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Nós em frente ao Castelo de Edimburgo

Particularmente, adoro Palácios e Castelos e procuro sempre conhecer todos que tenho oportunidade, como o Palácio de Versalhes, de Buckingham, Alhambra e os Palácios do Marrocos. Alguns decepcionaram um pouco como o Dublin Castle e o Malahide Castle, mas o Castelo de Edimburgo superou minhas expectativas. Além de estar bem preservado, o Castelo é lindo e enorme. Não se trata apenas de uma “casa grande”, mas de um cidade inteira dentro com diversos prédios que tinham diferentes funções como até prisões.

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Castelo de Edimburgo visto do Princes Gardens

Um pouco da história do Castelo de Edimburgo

Não se sabe ao certo a data exata na qual o Castelo de Edimburgo foi erguido, mas estimam-se que no século IX tenha sido construída a primeira “versão” da Fortaleza (embora existam versões que datam a ocupação do lugar já no século II!). Com o passar dos anos e vários cercos e batalhas, especialmente contra os ingleses, o Castelo foi reconstruído e ampliado.

O Castelo de Edimburgo foi lar de muitas dinastias da família real escocesa e até inglesa (depois que as dinastias foram unidas e a Escócia passou a ser oficialmente parte do Reino Unido). Também foi cenário de muitas histórias de intrigas, assassinatos e complôs e no século XVI começou a ser usado também para manter prisioneiros de conflitos como a Guerra de Independência Americana, Guerras Napoleônicas e durante a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais.

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Como é a visita ao Castelo

Mais uma vez por motivos de defesa, o Castelo de Edimburgo só pode ser acessado por meio da Royal Mile, hoje, a principal rua da “old town” de Edimburgo. A partir daí o Castelo é dividido em quatro grandes áreas, todas separadas por portões.

A primeira é a Esplanada, um grande pátio a frente das impressionantes muralhas que cercam o Castelo de Edimburgo. Dali é possível ver a cidade do alto da Castle Rock e tirar ótimas fotos até da estátua de William Wallace (quem nunca?).

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Passando pelo portão principal encontra-se o Recinto Baixo, que abrange a área da bilheteria e todo o espaço até o próximo portão, onde começa o  Recinto Intermediário. Até o segundo portão a entrada é livre, já para entrar no Recinto Intermediário em diante é preciso adquirir o ingresso.

A visita é livre e você pode ficar a vontade para decidir quais atrações visitar primeiro. Não se esqueça de pegar o mapa na bilheteria, você vai precisar dele.

Ainda no Recinto Intermediário estão o Museu da Guerra, a Casa dos Governadores, a Prisão Militar e o Museu Real Escocês. Se você gosta de história, assim como eu, reserve bastante tempo para a visita ao Castelo. As exposições misturam pinturas, vídeos, áudios, objetos de época, além de muitos vestuários.

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Um pouco dos muitos artigos expostos nos Museus dentro do Castelo

Após mais o Foog’s Gate entra-se no Recinto Alto. Aqui estão a pequena Capela Santa Margarida, o prédio mais antigo de toda a fortaleza, sendo datado de século XII e o cemitério de cachorros, achei fofo ter um espaço no castelo dedicado para os animais.

A Praça da Coroa é o “espaço” que achei mais interessante com o imponente Memorial de Guerra a frente, o Grand Hall com uma vasta coleção de espadas medievais, e as exposições das jóias da Coroa e uma bem ilustrativa contando a história das dinastias reais escocesas – para nós brasileiros que não estudamos nada sobre a história da Escócia é bem interessante.

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Memorial de Guerra na Praça da Coroa
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“Grand Hall” na Praça da Coroa do Castelo de Edimburgo

Tiro de canhão da 1 da tarde

De segunda a sábado, às 13h, há uma pequena de cerimônia para o “tiro de canhão da 1 da tarde”. Embora muitos turistas acreditem que a atração é um demonstração dos canhões em batalha, na verdade o “tiro” foi criado para ser um sinal horário para os navios escoceses atracados.

Desde 1861, o canhão é disparado precisamente às 13h. Com o tempo o canhão foi substituído por modelos mais “leves” e mesmo que a razão de sua criação não seja mais necessária, a tradição do tiro continua principalmente como um atração turística. O canhão também é disparado no Ano Novo, como parte das comemorações.

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Multidão a espera do tiro de canhão das 13h

Não é nada demais, mas se você estiver lá nesse horário vale ir para o Recinto Intermediário conferir.

Preço dos ingressos

Os ingressos para o Castelo de Edimburgo custam £16,00 (sim, na Escócia a moeda é a libra, ou pounds). Não há ingressos promocionais para estudantes, infelizmente. Também não há audioguia em português, embora nem façamos questão nesse tipo de passeio (diferente da Whisky Experience, por exemplo).

Sim, é caro. Ainda mais se convertermos o valor para o Real. Quando estávamos pesquisando informações da cidade para montarmos nosso roteiro vimos que várias pessoas visitam o Castelo, mas preferem não entrar para economizar. Nós mesmo fizemos isso na Tower of London, cuja entrada custava £21,45. No entanto, hoje me arrependo de não ter pago para entrar na fortaleza, afinal, ainda não sei quando poderei voltar lá (e se voltarei). Então, faça um esforço e aperte um pouco o orçamento e entre mesmo no Castelo de Edimburgo. É caro, mas pense: quando você voltará à Escócia?

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.