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Nenhum planejamento de viagem está completo sem se considerar um importantíssimo detalhe: a hospedagem. Albergue, Hotel, Bed & Breakfast e até Couchsurfing… As opções são várias e para todos os bolsos, mas nem sempre a mais óbvia é necessariamente a melhor. Um albergue (ou hostel) em princípio pode parecer a opção mais barata mas, dependendo da cidade destino ou até se você está acompanhado ou não você poderia ficar num hotel bem interessante, com café da manhã incluso pelo mesmo preço.

Nesses quatro anos de andanças, já experimentamos praticamente todos os tipos de hospedagem: de colchão amigo em Paris até hotel cinco estrelas na Tailândia. Aprendemos que não há uma verdade absoluta sobre o melhor tipo de hospedagem. Assim como cada viagem merece um tipo de roteiro, também merece um tipo de hospedagem.

Albergue (Hostel)

Albergues são os queridinhos de muitos mochileiros. A primeira vez que ouvi falar num hostel foi no filme A Praia, no início dos anos 2000. Assim como muitos, adorei a ideia de estar num lugar com pessoas do mundo inteiro, de poder fazer novas amizades quase improváveis pelas distâncias dos países de origem de cada um. E realmente os albergues proporcionam isso.

Coisas que irritam os mochileiros check in check out

A estrutura básica de um hostel é formada de quartos coletivos com camas do tipo beliches. Os quartos variam de 4 pessoas até umas 20 (como vimos em Koh Phangan). Os hostels sempre foram conhecidos como um modelo de hospedagem bem barato, uma vez que oferecia apenas a cama e um banheiro também compartilhado. Com o tempo, virou um hit! Todo mundo começou a se hospedar em albergues, não mais somente mochileiros de orçamento apertado. Acredito que por conta disso muitos lugares perderam a premissa de ser um acima de tudo, barato.

Hoje é possível encontrar hostels que oferecem até quartos privados e suítes. Isso porque o maior atrativo desse tipo de hospedagem hoje são as pessoas. Isso mesmo, ser um espaço multicultural com festas com pessoas de todo o mundo é principal argumento de venda. Grandes redes espalhadas por vários países como o Generator e o Green Man são exemplos desse novo modelo. Se você procura um lugar  agitado “to party everyday” esses são os lugares.

Os albergues são a melhor opção de hospedagem para quem está viajando sozinho. Muitos hotéis não oferecerem quartos single, quando o fazem o preço geralmente é o mesmo de um duplo. Além disso, como falamos, os hostels ainda são um ótimo lugar para fazer novas amizades e quem sabe arranjar companheiros de viagem. Outra vantagem em algumas cidades é a localização. Em nossa passagem por Londres, mesmo estando em dois, foi mais vantajoso ficar em um hostel, o Meininger. Levamos em conta o preço e, é claro, a localização, que era colado com o Hyde Park e o  Museu de História Natural. Ficamos num quarto com quatro camas, nas outras duas um casal de italianos. Infelizmente, o nosso zero de italiano e o nada de inglês deles impediram uma comunicação mais a fundo.

No entanto, os ponto negativos são a falta de privacidade, a necessidade de ter que levar itens como sabonete e até toalhas e a loteria que são os companheiros de quarto. Em Dublin, tivemos sorte com nosso “roommates”; já em Londres, sofremos com o ronco dos italianos, que nos tiraram o sono.

Hotel

Geralmente as pessoas relacionam os hotéis com algo caro. Na verdade, existem várias opções de hotéis, alguns são caros outros mais baratos que um quarto em um hostel.

Pousada

O nome “pousadas” é bem mais comum no Brasil. São hotéis, com quartos privados, mas com uma infraestrutura um pouco menor. Apesar de simples, são a melhor opção em cidades praianas ou serranas como Trindade ou Penedo. Em Portugal,  “pousadas” é uma marca de uma rede de hotéis de luxo criados em prédios históricos como antigos conventos.

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Área externa da Pousada Santa Fé, onde ficamos em Penedo

Na Espanha, o equivalente são as “pensões”. Em nossa visita à Sevilha, o preço de uma cama num hostel no centro da cidade, era de € 25 num quarto misto e com de seis camas. Procurando e andando pelas ruelas da cidade achamos a Pension Doña Trinidad, também no centro, com quarto duplo por € 30. Já no Marrocos, a hospedagem que se aproxima mais das nossas pousadas são os Riads, antigas casas de famílias que foram transformadas em hotéis.

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Nós, no Riad Les Jardin Madaline, um dos Riads onde nos hospedamos em nossa viagem por Marrakech.

Bed & Breakfast

Os Bed & Breakfast’s são muito comuns nos Estados Unidos e Europa. Já ficamos em vários em nossas viagens. A ideia deles é basicamente igual às pousadas brasileiras, onde os serviços se restringem ao quarto e ao café da manhã. Não há serviço de quarto como almoço ou jantar.

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Café das manhã no Coil Fada, Galway

A grande diferença é que os B&B são tradicionalmente casas grandes com quartos extras que são alugados à turistas. Os donos ainda vivem no lugar e o espaço preserva essa “cara de casa”.  Foi assim no B&B que ficamos em Galway (Irlanda), o Coil Fada e na Itaquá House, em Niterói (RJ).

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B&B Itaquá House, no Rio de Janeiro

Hotel

Os hotéis tradicionais são aqueles estabelecimentos mais estruturados, com café da manhã e serviços de quarto e comodidades como estacionamento, academia, piscina e até spa. A Tailândia era nosso destino dos sonhos então chutamos o balde e escolhemos ficar apenas em hotéis e, como o preço das diárias de hotéis de luxo lá equivaliam ao preço de pousadas no Brasil, isso tornou nossa decisão ainda mais fácil.

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Vista do nosso quarto na ilha de Phi Phi no Cabana Hotel.

Essa decisão valeu muito a pena uma vez que a maré abaixava bem rápido nas praias e muito cedo e, ter um hotel com piscina era ótimo para aproveitar mais do sol e do calor.

Em nossa viagem pelo Chile, passar um dia em um hotel também foi ótimo por motivos contrários ao da Tailândia. Essa foi uma viagem de aventura para conhecer as estações de esqui da região e passar um dia só relaxando em piscinas aquecidas como essa da foto, foi ótimo para recarregar bem as energias.

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Uma das piscinas aquecidas do Termas de Puyehe, que tem também pista de boliche e spa!

Hotéis assim valem o investimento somente se você conseguir curtir um pouco do que eles oferecem. Valem a pena também para viagens com crianças pequenas, já que os pequenos tem mais opções de divertimento e, é claro, para viagens românticas. Já se você vai passar grande parte do dia fora, os B&B’s ou pousadas são a melhor opção.

Por muitas vezes o preço do quarto dividido por dois é bem menor do que o cobrado por albergues, sem esquecer que mesmo as pensões e hotéis mais simples ainda oferecem serviços como café da manhã incluso no preço da hospedagem ou pelo menos saches de café e chá nos quartos para os hóspedes não ficarem em total jejum.

Considere outras opções

A dica final é para sempre considerar opções alternativas, principalmente se a viagem for para fora do Brasil. Sempre considerei o aluguel de casa ou flat completamente fora do orçamento para duas pessoas. No entanto, em países como Portugal, Espanha e França, está cada vez mais comum essa opção. Em nossa passagem pelas praias do Algarve, valeu muito mais a pena pela localização, serviços (piscina e restaurante aberto durante o dia inteiro) e privacidade, alugar um flat, por exemplo.

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Nosso flat em frente à praia em Portimão, Algarve.

Os flats são diferentes de um quarto de hotel, pois oferecem cozinha completa com utensílios para que você possa preparar suas próprias refeições. A maioria já oferece toalhas e itens de banho, mas os serviço de limpeza não ocorre todos os dias.

Em Bruxelas também optamos por alugar um studio e assim ficar mais perto do centro, sem falar na liberdade que se tem sem abrir mão do serviço de quarto ou outras comodidades. Também repetimos a experiência de ficar em um studio na Grécia, em Zakynthos e em Malta.

Alugamos sempre pelo Booking, mas outra dica é o airbnb, que oferece aluguéis de temporadas de flats, apartamentos e até quartos.

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Vista do nosso flat em Zakynhtos, Grécia. O quarto era equipado com cozinha completa e tinha serviços regulares de limpeza e troca de toalhas.

Já para quem está viajando sozinho também vale considerar a opção de um couchsurfing. Se você não se importar muito com conforto e priorizar conhecer novas pessoas, vale entrar na comunidade. Para casais, conseguir uma hospedagem assim não é impossível, mas é sempre mais difícil. Se ao menos você não conseguir um sofá amigo, pode conseguir uma companhia para conhecer a cidade.


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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.