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O titulo do post pode até ser um pouco polêmico, afinal, é difícil escolher apenas uma cachoeira como a mais bonita de toda a Chapada Diamantina. Muitos consideram a Cachoeira do Buracão, que também achei incrível, mas para mim, nenhuma supera a Cachoeira da Fumacinha! Sem dúvida foi um dos lugares mais incríveis que já fui em toda a minha vida e sempre recomendo a todos os viajantes incluírem essa trilha no roteiro!

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

Escolhemos fazer a trilha para a Cachoeira da Fumacinha um dia após a nossa ida à Cachoeira do Buracão. Como a primeira é uma trilha leve, não correríamos risco de estar cansados para o segundo dia. Dormimos bem cedo para iniciar o que eu chamava de “grande dia” com bastante disposição.

Combinamos de encontrar com nosso guia em frente ao nosso hotel as 6h30 da manhã. Tudo já estava preparado para o dia que seria bem longo: bastão de trekking, frutas, pequenos sanduíches e muita água! Estávamos preparados para fazer a trilha da Cachoeira da Fumacinha por baixo!

Dica: Vá até Ibicoara de forma independente e deixe para contratar um guia de lá. O valor sai muito mais em conta que contratar o passeio em alguma agência de Lençóis.

Assim como na Cachoeira do Buracão, o acesso à Cachoeira da Fumacinha é feito pelo Parque Natural Municipal do Espalhado e só é permitida a entrada acompanhado de um guia credenciado da região. Dali são mais 30 minutos de carro até o início da trilha.

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

Trilha para a Cachoeira da Fumacinha

A trilha por baixo para a Cachoeira da Fumacinha, apesar de não ter subidas íngremes como na Trilha da Pedra da Gávea por exemplo, é considerada uma trilha pesada. São em média entre três horas e meia e quatro horas para chegar até a cachoeira, e o mesmo tempo para voltar.

Dica: Por mais que esteja calor, faça a trilha com uma calça leve. O início dela é bem fechado e com plantas com espinhos.

Por esse motivo, a trilha tem que ser iniciada muito cedo. O ideal é sair do hotel já com tudo pronto as 6h (ou até antes) para chegar no início da trilha por volta das 7h (lembram que ainda tem um bom chão de carro até o Parque Natural Municipal do Espalhado, né?). Lembre-se de que quanto mais cedo sair de casa, mais tempo para aproveitar na cachoeira você terá; porque também não tem como passar a tarde inteira nela. São mais quatro horas para voltar antes do sol se por.

Uma excelente opção para quem tem mais tempo e queira aproveitar melhor a cachoeira, os guias dão a opção de acampar no meio da trilha para continuar a no dia seguinte.

A maior parte da trilha é constituída de pedras, seguindo o leito do rio e essa é a parte mais “pesada”, exigindo um pouco de equilíbrio e força.

Dica: Use botas ou tênis de caminhada e se puder, um bastão de trekking. 

trilha para a cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

No decorrer da trilha, você irá passar por diversos poços, cachoeiras e espelhos d’água. Eles literalmente salvam em dias de muito calor e renovam para os próximos quilômetros de trilha. Nós fizemos a trilha com calma, com direito a paradas para comer e tomar banho em algumas cachoeiras pelo caminho. Levamos três horas e meia para chegar na Cachoeira da Fumacinha.

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O trecho final da trilha é bem bacana. Os gigantescos cânions que vieram te acompanhando desde o início da trilha se fecham completamente, ficando impossível avistar a cachoeira de fora dessa fenda, dando um ar de mistério do que você vai encontrar lá dentro.

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

Para entrar na fenda, é preciso ir margeando as pedras segurando bem firme para não escorregar, já que as pedras ficam cheias de limo.

A visão de lá de dentro é mágica. Nunca tinha visto nada parecido na minha vida. A Cachoeira da Fumacinha é um daqueles lugares que você chega e fica em silêncio por muito tempo, contemplando a beleza do lugar. São mais de 100 metros de altura de uma cachoeira espremida per um cânion da mesma altura. Um espetáculo da natureza com uma formação única!

Após muita contemplação era hora das primeiras fotografias! Impossível não ficar com vontade de subir na pedra que parece ter sido especialmente colocada ali para fotos. Ao contrário do que parece, não é molezinha subir nela não. O limo atrapalha bastante e a pedra não é pequena como parece, mas vale a pena!

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

Depois de um tempo de fotografia era hora de curtir aquele visual lá de dentro! Para variar, a água é bem gelada e para piorar um pouco mais a situação, são poucos os minutos em que o sol bate “dentro” da fenda que as rochas formam. Isso porque a abertura  do cânion em que a cachoeira é formada é bem pequena! Mas quando o sol bate é uma atração a parte! Aquele cenário iluminado por um feixe de luz deixa a Cachoeira da Fumacinha ainda mais bonita!

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

 

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina

Após ficarmos hipnotizados pelo lugar e depois de um banho renovador na Cachoeira da Fumacinha, lembramos que estávamos morrendo de fome! O almoço foi ali mesmo, de frente para a cachoeira e para a nossa grande surpresa, nosso guia Roney tinha preparado uma farofa “com tudo dentro” extra, que acabamos comendo!

Após o almoço era hora de voltar. Fizemos o caminho de volta em um ritmo mais lento e chegamos ao ponto em que o carro estava estacionado em quatro horas.

A Cachoeira da Fumacinha superou todas as nossas expectativas e na minha opinião, é a mais bonita da Chapada Diamantina e uma das mais bonitas do Brasil. As oito horas de trilha (no total) são recompensadas pelo visual único que aquele lugar nos proporciona. Por mais que Ibicoara seja um pouco distante de Lençóis, não deixe de incluí-la no seu roteiro de viagem. Conhecer lugares como esse, não tem preço!

cachoeira da fumacinha, a mais bonita da Chapada Diamantina


Quer saber mais sobre a nossa visita à Chapada Diamantina? Confira também:

Cachoeira do Buracão – Chapada Diamantina

Chapada Diamantina – Roteiro de 10 dias

Chapada Diamantina – Roteiro de 10 dias parte 2

Vai conhecer a Chapada diamantina? Reserve aqui seu hotel!
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Sobre o autor

Carioca da gema, flamenguista, psicólogo e apaixonado por fotografia. Para ele, qualquer lugar é perfeito com céu azul, sol e uma cerveja gelada. Após dois anos morando em Dublin, é hora de retomar a vida no Brasil e desbravar cada cantinho do nosso país.

  • Rodrigo Galvao

    Bruno, sensacional o passeio…
    Vc poderia mandar o contato do guia roney?

    • Oi Rodrigo: (77) 91998133/ 81493344/ 98462169/ 88293305

      Abs!

      • Rodrigo Galvao

        Valeu, Bruno…
        Já fiz o passeio no dia primeiro…
        Msm assim, obrigado pela atenção e pelo site, as dicas foram valiosas

        • Demoramos para responder pois estava aguardando a confirmação dos telefones pelo Roney! Mas é isso ai então. Que bom que aproveitou o passeio! Abs!

  • Bruno S. Leite

    Olá muito legal o relato, ela esta na minha lista junto com o buracão e a encantada, você tem o contato do guia?

    • Fala Bruno, já deixei aqui nos comentários. Só dar uma olhada. Abs.

  • Felipe Barbosa

    Caro Bruno, vc acha que saindo bem cedo (saindo as 6:00 do inicio da trilha da fumacinha) da pra fazer fumacinha e Buracão no mesmo dia???

    • Fala Felipe! Não dá não. Fumacinha tem que separar um dia inteiro mesmo. Abs!

  • Carla Sofia

    Acabei de fechar com Roney os passeios Buracão e Fumacinha

    • Que legal, Carla! Se puder, volte aqui para contar como foi a experiência de conhecer as duas cachoeiras =)

      • Carla Sofia

        Bom dia, voltei da Chapada Diamantina e digo: foi MASSA!!! Maravilhoso!
        Vamos lá aos comentários:
        Ibicoara:
        Pousada Kabana de Pedra – Já fica no caminho para as duas cachoeiras;
        café da manhã uma delícia; os funcionários SUPER atenciosos e D. Célia
        um show de pessoa.
        Cachoeira da Fumacinha: PUNK ROCK! Na noite
        anterior falei com Roney, mas infelizmente ele já estava com outro grupo
        que queria fazer o passeio por cima. E ele indicou um outro guia. Roney
        deu dicas ESSENCIAIS, mas uma não foi o suficiente: água (eu e meu
        esposo levamos só 2 garrafas de água de 500ml). Bem, pra começar um
        casal que foi conosco atrasou fazendo com que a trilha começasse às 8h.
        No
        início beleza! Mas depois… sobe pedra, desce pedra, pula pedra, se
        equilibra na pedra, escolhe a melhor pedra pra passar….kkkkkk Na ída a
        gente acha engraçado. Levo meu “cajado” (um pau de árvore) que arrumei,
        mas chega uma hora que você tem que escolher entre se equilibrar numa
        pedra ou segurar o cajado. Então larguei. Continuando…
        passavam
        sempre grupos na nossa frente e eu pensava: “ou a gente está muito ruim
        na trilha ou o guia está perdido, fazendo um maior percurso.” A outra
        menina estava querendo desistir de tanto sobe e desce. Eu e meu esposo e
        o namorado da menina (que eu acho já deve ter ído), estávamos bem,
        aparentemente. Mas aí, a gente passava por uns trechos que se ouvia
        barulho de água e eu perguntava contente: “É a fumacinha!??” – Não, não era…
        Quando
        estávamos perto chegou o momento mais “homem-aranha”: se segurar nos
        cânions E passar segurando uma corda amarrada neles. ETC… Chegamos na
        CACHOEIRA!!! Vamos nos molhar, depois de HORAS (3 horas) de trilha, uma
        água gelada, nada mau. Só que GELADA DEMAIS!! KKKKK Curti, foi massa,
        lanchamos (Roney deu a dica; compramos lanche na pousada, especialmente
        para trilha). Hora de voltar!! (aí veio todo o filme da ída: Caramba!!)
        Pra começar o menino pediu água, fazendo com que diminuísse a nossa
        reserva (única garrafa). Beleza…
        aí meus joelhos começaram a doer
        (pelos impactos que a gente faz pra passar entre uma pedra e outra);
        suando como tampa de chaleira, e começou a sede! Tomei a água, dividindo
        com meu esposo e acabou. Não tivemos coragem de BEBER nas outras
        cachoeirinhas que passamos (somente lavávamos o rosto e molhávamos as
        camisas), e eu, antes da metade ATÉ ENTRAR NO CARRO: “estou com sede!
        estou com sede!” Tomava o suco, feito na pousada, delicioso…mas queria
        água. Me sentia disposta pra VOLTAR pra o início pegar água, TINHA QUE
        VOLTAR! kkkkkk Meu esposo me ajudava o tempo todo, fazendo apoio pra
        descer. Mas eu não queria parar, não queria deixar o corpo esfriar,
        porque senão eu não ia continuar mesmo… rsrsrs
        O outro casal parava
        pra se banhar e a gente ia mais devagar. RESUMO: No final teve um caldo
        de cana maravilhoso (mas não tinha água – água), quando estávamos no
        caminho de volta pra pousada, tinha um bar onde compramos e aí sim,
        pronta pra ir na Fumacinha de novo (Só que não!) Chegando na pousada,
        tomamos logo um Dorflex, como Roney disse! Sorte nossa, porque no outro
        dia ainda estávamos doloridos. Eu andava praticamente com os joelhos
        dobrados pra não sentir dor, costas doloridas (como se tivesse
        malhado)…Mas nesse mesmo dia, seguinte, tinha o Buracão com, agora
        sim, Roney. OUTRA COISA! Guia mais experiente, conversava, explicava
        TUDO, contava as histórias… MUITO BOM. Ele perguntou até se podia
        levar a esposa dele! E deixamos, claro. Foi ótimo. E a cachoeira é outra
        coisa, banho, mergulho, vista… pit stop pra almoçar. Roney levou um
        suco de acerola pra gente, ofereceu seu arroz feito na panela de barro,
        ficou conosco, me ajudou em algumas subidas e descidas, parávamos para
        os banhos em outras cachoeiras… RESUMINDO: Roney é um GUIA!

        Quando fomos para Lençóis, no último dia (10/04), fomos à Cachoeira da Fumaça – massa também
        (Aliás,
        coisa que acontece por obra de Deus: moro num prédio aqui em Recife e a
        nossa vizinha de andar estava na mesma pousada que a nossa, com seu
        esposo. E SOMENTE LÁ, na pousada, que conheci o esposo dela, e ela o meu
        esposo. Aqui em Recife a gente nunca se via e fomos nos encontrar na
        Chapada Diamantina. Fizemos juntos os outros dois dias que faltava! Já
        pensou!?)

        Sobre as 3 cachoeiras, minha opinião:
        Fumacinha: o
        bom é o desafio de passar, ao todo, quase 8 horas andando, pulando…pra
        chegar numa cachoeira com água GELADA demais, por falta da luz do sol.
        Pelo celular do meu esposo, usando um aplicativo (Strava) marcou 14km
        somente pra ir até ela. A cachoeira em si, daria nota 8. Como disse: o
        massa dela é chegar até lá, tendo energia pra ir e voltar. A trilha
        mesmo!

        Buracão: a “the best”! Trilha leve (em relação à
        Fumacinha), quando chega, tem a opção de ir nadando (eu fiz assim), e
        vai nadando e surgindo uma queda d’água SEM FIM!! FORTE, linda! Chorei
        (mesmo), como é lindo essa coisa da natureza, né não? Ficamos numa parte
        por trás da queda d’água… nota 10! Tanto na trilha, como na
        cachoeira.

        Fumaça: trilha moderada (porque na descida meus
        joelhos começaram a sentir); tinha que se equilibra e escolher a melhor
        pedra pra se apoiar. Levava SEMPRE meu kit emergência. Quando estávamos
        descendo, encontramos uma menina com o pé inchado! Ela torceu o pé na
        hora de SUBIR!! ou seja: ela estava subindo, torceu o pé, subiu mais,
        viu a cachoeira e só depois (na descida) que foi colocar um gelol que eu
        emprestei. – Na próxima trilha, levarei faixa também pra se precaver –

        A vista é linda! Maravilhosa, a cachoeira, achei a queda fraca, fez a fumaça, mas não tinha tanta água assim…

        Então:
        Desafio, testando seu fôlego: Fumacinha
        Beleza de cachoeira e cânions – trilha leve: Buracão
        Vista da Chapada: Fumaça

        Ah,
        outra coisa: não gostei do Poço encantado. Entrada R$ 20 (OLHA a
        diferença de preço)! Entra, vê o raio de luz e pronto. Não mergulha
        (Isso você disse aqui)

        Poço Azul: entrada R$20 (justo mesmo),
        você mergulha com óculos e o negócio de respirar também incluso, vê o
        raio de sol (mais bonito) e o fundo do poço é deslumbrante – não sei se
        foi porque nunca fiz nada parecido, mas achei lindo, até deu medo! rsrs

        Parabéns pelo blog, adorei suas dicas, foi MUITO IMPORTANTE!

        • Carla, que legal o seu relato!!! Muito obrigado mesmo!

          A trilha para a Fumacinha é realmente bem pesada.. Agora imagina eu fazendo ela me recuperando de uma lesão no tornozelo rsrsrs.

          Nossa água também acabou na volta. Eu não tive duvidas em beber a água das cachoeiras no caminho, mesmo daquela cor meio amarelada.

          A Cachoeira do Buracão também é espetacular e o acesso é MUITO mais fácil que a Fumacinha mesmo. Mas se tiver que escolher a preferida, eu ficaria com a Fumacinha! =)

          Que bom que conseguimos te ajudar, Carla! Sempre ficamos muito felizes quando o leitor volta ao blog para escrever como foi a viagem! Abs!

        • icaro

          Caramba, ficar sem beber água é realmente complicado, tem trilhas que é impossível levar água para toda ela, não vejo problemas em tomar água das cachoeiras não, na verdade, eu tomo numa boa durante minhas trilhas, mas recomendo, e prefiro, beber água das nascentes.

        • Marcelo Fernandes

          Que show seu relato Carla! Emocionante!

  • icaro

    Acabei de chegar da trilha da Fumaça por baixo, não conhecia essa Fumacinha não, achei o lugar lindo demais, vou puxar meu saco um pouco e arriscar dizer que a Fumaça é mais bonita, a queda d’água é bem maior, (360 metros segundo o guia, que se tornou um ótimo amigo; 340 metros segundo o Wikipedia; e 420 metros em outros sites.) Fiquei encantando por essa Fumacinha, irei por ela no meu roteiro com toda certeza. Sou apaixonado pela Chapada Diamantina, terceira vez agora que vou lá, ano que vem pretendo ir novamente, vou tentar cruzar o Vale do Pati. Ótimo relato amigo, até qualquer dia.

    ps: sabe o que acho incrível nessas trilhas? A facilidade de encontrar gente disposta a fazer loucuras também, eu e mais dois amigos topamos com um grupo de mulheres (cinco) na trilha do Serrano (uma trilha bem leve em Lençóis), começamos a conversar e elas ficaram loucas para se aventurarem em algumas trilhas conosco, mas como era nosso ultimo dia na cidade, não deu ^^ Ficamos de um dia fazer o Pati.

    • Também acho sensacional encontrar e conhecer pessoas durante viagens/trilhas. Todos na mesma vibe!

      Muito obrigado pelo seu relato, Icaro!

  • Marcelo Fernandes

    Bruno… que relato show cara! Fotos incríveis também! As dicas do post e mais dos comentários vão ser muito úteis! Valeu!

  • Angeline

    Adorei o post.
    Para visitar a Fumachinha e Cachoeira do buracão você sugere se hospedar em Ibicoara ou Mucugê?
    Obrigada!