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Imagine um monarca que de tão poderoso é considerado o maior símbolo do absolutismo, imagine um palácio que foi construído para ser o símbolo desse poder. Agora imagine que ele ainda está inteirinho e que você pode visitá-lo! O Palácio de Versalhes e seus jardins são um verdadeiro tesouro, não só para quem gosta de história,  pois não há como não se impressionar com a imponência do Palácio e seus grandiosos portões dourados.

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Versalhes – entenda a importância do Palácio

Versalhes era um simples vilarejo onde o monarca Luis foi XIII construiu sua casa de caça em 1624. O projeto inicial  foi ampliado para um pequeno palacete que mais tarde seria herdado por Luis XIV, mais conhecido como o Rei Sol.

Luis XIV é considerado o maior símbolo do absolutismo monárquico da história (Lembra da frase O Estado sou eu! das aulas de história? Pois bem, foi ele mesmo quem disse). Ele estava à frente de uma França rica e próspera e sabia disso. Julgando que a então casa da família real não representava bem todo o poderia do país, o mais rico da Europa na época, ele teria encomendado um projeto para um novo castelo que mostrasse a todo o mundo o que era a França. Conta-se que havia um projeto que reformaria e uniria os Palácios do Louvre e das Tulherias em apenas um. No entanto, ele foi deixado de lado por um ainda mais ambicioso: a construção do Palácio de Versalhes.

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Há quem diga que o Rei teria sido movido pelas boas lembranças de sua infância na então casa de caça; outros falam que em Paris não seria possível construir um castelo nas proporções desejadas; há ainda a teoria de que ele queria se distanciar ainda mais do povo (dos tumultos e das doenças), criando quase que uma nova cidade para si seus nobres. Seja pelo motivo que for, Versalhes virou um símbolo inquestionável de poder para os demais países europeus e inspirou muitos outros palácios e castelos ao redor do mundo, como o do Ipiranga em São Paulo.

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Em 1682 a família real se mudou definitivamente para Versalhes e só saiu de lá em 1789 devido à Revolução Francesa. Nesses anos  e após a queda da monarquia e ascensão de Napoleão, o Palácio por várias transformações internas e externas.

A visita ao Palácio dos sonhos

Para visitar Versalhes não é necessário ir com um guia ou excursão. Se você for do tipo que não gosta desse tipo de turismo (como nós) pode comprar seu ingresso e ir de transporte público. O ingresso dá direito a circular dentro dos domínios do Palácio e você pode fazer seu próprio caminho.

Nós optamos por chegar bem cedo justamente para evitar visitar o Palácio junto com um grande número de pessoas. Chegamos na cidade por volta das 9h (horário de abertura), saímos da estação do RER e já nos deparamos com banners e placas indicando o caminho para o Palácio. Além disso, seria fácil descobrir o caminho seguindo os turistas que já começavam a se dirigir ao local também.

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Nesses últimos meses de estrada pudemos conhecer alguns diferentes palácios e castelos como o Palácio de Buckingham (Inglaterra), o Castelo de Dublin e o Castelo de Malahide (Irlanda) e Alhambra (Espanha). Talvez seja um gosto pessoal, mas Versalhes foi de longe o que mais nos impressionou  (talvez só Grand Palace,na Tailândia chegue perto)! Ver de longe os enormes portões dourados foi como ser transportado para dentro de um filme. Às vezes acontece de vermos numa foto, filme ou vídeo no youtube um determinado lugar e pensarmos “Wow! Que magnífico!”  e ai quando finalmente temos a chance de conhecer só pensamos “É isso?”. Definitivamente isso não aconteceu com Versalhes. O Palácio, o canal e seus jardins é lindo! Você realmente se sente dentro de um castelo lá.  

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A Câmara do Rei em Versalhes
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Câmara da Rainha em Versalhes

Dentro do castelo há algumas indicações de “caminhos”, por sinal, todas as salas são bem sinalizadas e algumas tinham até um banners com um pouco da história do aposento como os nomes dos moradores daquele quarto ou alguma explicação geral. Ponto muito positivo, principalmente para nós que não curtimos muito excursões nem audioguias. Por sinal, o audioguia para a visita, que é incluído no preço do ingresso, também é oferecido em português.

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A tão famosa galeria dos espelhos ou hall dos espelhos, onde eram realizados os bailes da corte.

Infelizmente, quando fomos o Salão das Batalhas estava fechado e não pudemos visitá-lo. Para chegar ao Petit e Grand Trianon e aos Jardins de Maria Antonieta há uma espécie de trenzinho, mas mesmo com o ingresso para visitar todas as atrações é preciso pagar pela passagem. Em janeiro, o preço cobrado foi de 5,80€ por pessoa, mas em alta temporada o preço chega a 7,50€! Com um pouco de coragem em muita disposição fomos andando mesmo, o que não foi de todo uma má ideia considerando a paisagem única que Versalhes proporciona.

Como chegar de transporte público?

Para chegar a opção que usamos foi o RER C, que é considerado um trem, mas é tipo uma linha específica do metro. Nas estações no centro de Paris geralmente há um guichê que atende em outras línguas como inglês ou espanhol.  Isso facilita bastante porque os trens tem nomes e é preciso ficar atento a qual é o seu pois eles param na mesma estação. O ticket para Versalhes é o “Paris – Rive Gauche” que pega as zonas 1-4. Cada bilhete incluindo ida e volta custou 3,45 €.

Há um ônibus chamado Versailles Express, que sai da Torre Eiffel e vai direto para o Palácio. Para comprar os ingressos ou ter mais informações sobre os horários consulte o site do serviço.

Quanto custa o ingresso?

Os dois principais tipos de ingressos são: um que dá acesso apenas ao Palácio e aos jardins externos que custa 15€ e o passaporte que inclui também acesso ao Grand e Petit Trianon e aos Jardins de Maria Antonieta que custa 18€.

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O Grand Trianon da Rainha Maria Antonieta
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O interior do Grand Trianon. Todos os cômodos são em cores bem fortes, mas ao contrário de Versalhes em si, os aposentos parecem ser mais joviais e sem tantos ornamentos.

Como falamos em outros posts, devido ao número de atrações que pretendíamos visitar em três dias, optamos por comprar o Paris Museum Pass, que tem o mesmo valor do bilhete passaporte. Somente em dias em que há apresentações musicais no jardins que o acesso ao mesmo só é permitido com o ingresso específico. Mais informações sobre outros tipos de ingressos estão no site oficial do Palácio de Versalhes.

Horários de visitação

Os horários para a visita do Palácio de Versalhes são alterados de acordo com a estação. Durante o inverno (novembro a março), o Palácio abre às 9h e o Petit e Grand Trianon às 12h; ambos fecham as 17h30. Já no verão (de abril a outubro), tanto o Palácio quanto o Trianon estendem o horário de visitação para até as 6h30. Lembrando que sempre o último horário para entrar em qualquer um deles é 30 minutos antes do horário de fechamento e às segundas-feiras somente o Jardim pode ser visitado, as demais atrações ficam fechadas.

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Parte dos jardins de Versalhes

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.

  • Ricardo

    Vou a Paris em setembro e pesquisando sobre o “Paris Museum Pass” cheguei ao Blog. Achei muito boa e didática sua narrativa. Ajudou bastante na minha decisão de comprar o passe e de como ir a Versalhes de transporte público. Não gosto de excrusões, prefiro o turismo por minha conta e pra isso conto com a ajuda dos blogs de viagem. Parabéns pelo trabalho disponibilizado.

    • Jessica Veneravel

      Muito obrigada Ricardo! Que bom que conseguimos te ajudar. Qq dúvida, pode postar aqui nos comentários que a gente responde 🙂