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Parada obrigatória em uma visita à Paris, o Arco do Triunfo foi o monumento que mais nos impressionou quando finalmente pudemos conhecê-lo de perto. A riqueza de detalhes, o tamanho, a história… Tudo, absolutamente tudo nele impressiona.

Embora quando registramos aqui no blog pareça que eu e o Bruno sempre estamos de acordo com o roteiro em cada país, isso nem sempre acontece. Antes da viagem em si é comum discordarmos sobre visitar esse ou aquele lugar; é mais comum ainda mudarmos de opinião durante a própria viagem e criarmos um novo roteiro. No caso do Arco do Triunfo da Estrela (nome oficial do Arco) e da Champs Elysées  curiosamente sempre concordados. Para o primeiro, concordamos que era um passeio imperdível e para o segundo, concordávamos que era dispensável. Acabamos visitando os dois lugares por pelo menos duas vezes. A razão é simples, a Champs Elysées é uma avenida enorme e mesmo que você queira passar longe da tentação de todas as suas luxuosas lojas, você sempre acaba lá.

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A construção do Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo da Estrela foi pensado para ser um símbolo do poder das tropas francesas.  Napoleão, já como Imperador da França, em 1806 teve a ideia de erguer um monumento na cidade que comemorasse as glórias de seu exército e demonstrasse a sua força para toda a Europa. Como Napoleão era um grande apaixonado pela Antiguidade, em especial a Era do Império Romano, o projeto escolhido foi o Arco que tem claramente muitas influências clássicas, mas cujas esculturas retratam as conquistas do império francês ao longo dos anos.

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Inicialmente o Arco seria construído na região da Bastilha, para que as tropas passassem por ele quando retornassem à Paris. No entanto, durante uma das fases do projeto, optou-se por mudar para a Praça da Estrela, mais central e mais adaptada para a construção do gigante Arco.

O império de Napoleão chegou ao fim em 1815 ( após a derrota em Waterloo, que forçou a sua abdicação definitiva), mas o Arco do Triunfo só seria concluído em 1836. Napoleão não viu seu grande monumento ser concluído. Somente suas cinzas passaram por ali em 1840, quando retornaram à França e foram depositadas numa grandiosa cripta no Palácio dos Inválidos.

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Visita ao Arco

Além da tradicional foto em frente ao Arco do Triunfo, é possível também subir até o alto dos seus 49m de altura, de onde é possível ver toda Paris incluindo a Torre Eiffel e a Avenida Champs Elysées em toda a sua extensão. Do alto do Arco também há uma espécie de mesa com um mapa para ajudar o visitante a identificar cada monumento da cidade apenas pela silhueta. É possível identificar onde estão lugares importantes como a Basílica de Sacré-Coeur, o Louvre e a Catedral de Notre Dame, por exemplo. No entanto, para chegar ao topo é preciso enfrentar uma escada em caracol que não parece ter fim. E nem pense em parar para descansar porque o lugar está sempre cheio de turistas e sempre há uma fila atrás de você.

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Escadas para o topo do Arco do Triunfo

No segundo andar há a tradicional loja de souvenirs e algumas imagens que explicam como foi a construção do monumento. Para subir para quaisquer dos andares é preciso comprar um ingresso no valor de 9,50 euros. No nosso caso, optamos por comprar o Paris Museum Pass o qual incluía o acesso ao Arco. A entrada fica no centro do Arco, passe primeiro pela passagem subterrânea para chegar à Praça em si e logo verá à esquerda uma porta com a placa de entrada.

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Vista do topo do Arco do Triunfo. Ao fundo a Torre Eiffel e o prédio Montparnasse

Como chegar?

Para chegar ao Arco é só procurar no metro pelas linhas que passam pela estação Charles de Gaulle – Etoile. Com o RER é só pegar a linha A. Pegamos o RER na primeira vez em que fomos; na segunda, optamos por ir caminhando pela Champs Elysées acima, um ótimo passeio se o tempo estiver bom e você com tempo.

Avenida Champs Elysées

Não é exagero falar que a Champs Elysée é a Avenida mais famosa de Paris. Ela é um símbolo de luxo, moda e – porque não dizer? – ostentação. Para se ter uma ideia de sua importância, a avenida tem seu próprio site oficial, tal como qualquer monumento da cidade.

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Avenida Champs Elysee vista do topo do Arco do Triunfo

Como disse no início desse post, passar pela Champs Elysées, ou Avenida dos Campos Elísios, não era um dos pontos imperdíveis de nosso roteiro, afinal, nossa viagem não foi voltada para compras (não por falta de vontade). Mas temos que reconhecer que é uma experiência totalmente diferente passear por essa avenida. As vitrines das lojas dão um verdadeiro show com luzes, música e as composições mais diferentes para chamar a atenção dos visitantes; as árvores de toda a avenida ganham uma iluminação toda especial no final do ano tornando tudo ainda mais mágico. Visitamos a cidade em janeiro, mas ainda conseguimos ver um pouco da decoração natalina.

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Os moradores de Paris nos falaram que hoje a Champs Elysées é mais voltada para o turismo, que os parisienses mesmo costumam ir na rua mais a frente (em direção à Torre) , onde estão os ateliers dos estilistas mais renomados. Mesmo sem o objetivo de comprar nada, vale a pena passar pela Champs, ver que o prédio onde Santos Dumont morou tem uma placa em sua homenagem na fachada, ver “o novo” das lojas lado a lado com “o antigo” dos postes e semáforos e é claro, com o gigante Arco do Triunfo ao fundo!


Veja também:

Paris vista pela Torre Eiffel

Inválidos – visitando o túmulo de Napoleão

Louvre – o museu palácio de Paris

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.