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Dublin! Há alguns anos eu contava nos dedos o número de amigos e conhecidos que haviam passado pela capital irlandesa. No entanto, de uns tempos para cá, Dublin parece ter virado uma cidade de todo o mundo. Algo como “coração de mãe”, cabem todos (incluindo muitos brasileiros em busca de salários em euros ou de apenas um bom país para aprender inglês).

Não só Dublin é a capital da Irlanda, mas também sua cidade mais populosa. Segundo a Organização das Nações Unidas (2011) mais de 500 mil pessoas vivem na cidade. Ao mesmo tempo, somente a cidade do Rio de Janeiro possui 6 390 290 (dados do IBGE 2012)! Isso só comprova em números o que os visitantes já percebem quando chegam em Dublin: trata-se de uma capital com ares de cidade do interior com suas casas de portas coloridas, portões abertos a qualquer hora do dia, pessoas sentadas nas escadas à beira rua conversando entre outros costumes locais.

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Um dos muitos monumentos da cidade em homenagem aos líderes nacionalistas. Esse é em homenagem a William Smith O’Brien

Assim que chegamos, nossas primeiras impressões de Dublin foram as melhores possíveis. É lógico que com o tempo também descobrimos alguns pontos negativos sobre a cidade e o país também, como a deficiência de transportes urbanos fora da capital, as dificuldades que muitos estrangeiros enfrentam para comprovar suas experiências profissionais ou mesmo a falta de noção das pessoas que parecem estar bêbadas 24h por dia. Mesmo assim, a cidade ainda tem muitos resquícios da era medieval, possui uma rica e recente história de luta pela liberdade presente desde os nomes das ruas principais e é conhecida mundialmente como a capital dos pubs. Em poucas palavras, vale a pena visitar Dublin!

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Vista de dentro do Dublin Castle para o jardim.
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Detalhe da estátua na entrada do Dublin Castle: justiça de olhos abertos, mas de costas para a cidade

Dublin em regiões

Dublin é dividida em regiões. Embora os mapas oficias dêem nomes a vizinhanças como Smithfield, Phibsborough ou Rathmines, a forma mais fácil e conhecida de se localizar na cidade é pelos números. Ao norte do Rio Liffey estão os números ímpares (D1, D7, D5 e por ai vai) e ao sul os números pares (D2 e etc.). D1 e D2 são as regiões que praticamente circundam o rio e é o que nós entendemos como Centro da cidade. As regiões de D7 e D8 já são mais residenciais, embora ainda tenham forte comércio. São regiões mais povoadas por estudantes (tanto estrangeiros quanto irlandeses) que buscam ficar mais perto das escolas e universidades.

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George Street Arcade – Mercado alternativo na região de D2

Onde se hospedar?

Para efeito de hospedagem, o melhor é procurar opções de hotéis na regiões de D1. Nas ruas O’Connel e Parnel podem ser encontradas opções mais tradicionais de hospedagem com hotéis a partir R$190 a diária.  Essas são ruas comerciais com acesso direto a taxi, ônibus e até aos vários ônibus “sightseems” que fazem um tour guiado pela cidade. É possivel achar opções ainda mais baratas em menos movimentadas, mas ainda centrais como a Gardiner Street.

Já para quem quer ficar mais perto dos pubs e boates, na região do Temple Bar em D2, há albergues mais voltados para jovens bem mais em conta e também hotéis para quem quiser mais privacidade. A Dame Street é uma dica de rua que fica no coração do Temple Bar, mas sem muito barulho.

O que fazer em Dublin?

Dublin em sua essência não é uma cidade moderna. O turismo tradicional é voltado para  os prédios e igrejas com arquitetura medieval. Grandes exemplos são o Dublin Castle, complexo que já foi residência real tanto de governos britânicos quanto irlandeses, e a catedral de Saint Patrick’s.

No entanto, a cidade também tem muito mais a oferecer como entretenimento aos visitantes como o próprio museu de cera (Wax Museum), o Museu do Leprechaun (nunca brinque a respeito disso, alguns irlandeses levam os pequenos muito a sério), um pouco de história pelo campus do Trinity College ou pela prisão de Kilmainham Gaol.

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Campus Trinity College
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Biblioteca do Trinity College onde foram filmadas cenas para um dos filmes da série Harry Potter

Os parques urbanos como o Saint Stephen’s Green, o Phoenix Park e o Botanic Gardens são atrações imperdíveis, principalmente para socializar mais com os irlandeses e observar um pouco dos seus hábitos.

Para quem vai passar mais quem um final de semana na cidade, também vale a pena conferir a programação cultural. Vai que você dá a sorte em vir na semana em que a sua peça favorita está em cartaz ou na semana do festival de Bram Stoker, no final de semana do Saint Patrick’s Day ou na semana do Oktoberfest em Dublin?

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Phoenix Park

E por falar em cerveja, Dublin possui uma imagem no mundo de cidade dos pubs. E é assim mesmo. Existe um pub em cada esquina da cidade. Só existem dois dias no ano em que eles fecham: Natal e na Sexta-feira Santa! A principal região onde eles se concentram chama-se Temple Bar. Hoje ele se tornou um lugar bem turístico e caro, mas para quem visitar é uma boa dica, pois acha-se de tudo (sim de tudo) lá! Desde arte urbana até lap dance… Só tem uma coisa que todo visitante precisa lembrar: a noite em Dublin começa cedo e muitas vezes acaba cedo também. Por volta das 2h da manhã já existem pubs fechando suas portas. A cozinha então, para de funcionar bem antes, lá pelas 21h.

E se apenas beber a Guinness não bastou, você pode também visitar a sua fábrica e é claro, comprar na cidade tudo o que se possa imaginar com a marca Guinness como lembrancinha.

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Como são os irlandeses?

Os irlandeses em geral estão super acostumados em receber turistas. Andar pelas principais ruas de Dublin durante sexta, sábado ou domingo é certeza de que vai encontrar pelo caminho várias pessoas passando com suas malas padrão Ryanair (ou padrão empresas aéres de low-cost).

Eles são muito solícitos e simpáticos principalmente ao dar informações sobre como chegar a tal lugar. Em princípio o jeito como os irlandeses as vezes gritam e brigam uns com os outros no meio da rua assusta. Mas em geral eles são bem educados, desde que você também demonstre um mínimo de esforço em tentar falar a língua deles.

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E se o inglês não estiver tão bom, não se preocupe! Nos lugares em que você menos espera aparece um brasileiro. Existem muitos morando aqui como estudantes, assim como venezuelanos. E como eu disse no início, Dublin é uma mãe e aqui residem muitas pessoas oriundas de países como a Índia, por exemplo. Com as facilidades de trânsito que a União Europeia trouxe, somado aos baixo preços praticados pelas companhias aéreas (algumas promoções chegam a cobrar 14 Euros por uma passagem) Dublin é destino de muitos europeus que vêm a cidade apenas por um fim de semana. Com a crise na Espanha, hoje já é comum ver muitos espanhóis residentes por aqui.

Nos próximos posts da série Irlanda vamos detalhar cada uma das principais atrações de Dublin (o que são, como chegar, quanto custa, etc.) Caso tenhamos esquecido de algum lugar imperdível deixe a sugestão aqui nos comentários.


Veja também:

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.

  • Rafael Poggi

    Excelente! Está nos meus planos! Aliás, não somente Dublin, como todo o Reino Unido e a Irlanda do Norte!

  • Dublin é realmente uma excelente cidade para se visitar. Falo de muitas particularidades dela em meu blog http://www.destinocervejeiro.com e, principalmente sobre suas cervejas. Abraços parabéns pelo post. Cheers!

  • Patricia Cunha

    Estou indo para Dublin no início de Abril! Mal posso esperar!
    Já imaginava que os bêbados seriam assim, mas confesso que assusta um pouco!
    Já conheço pessoas que estão ai, ou que voltaram recentemente.
    Espero que dê tudo certo. Pretendo ficar um ano! E adorei o blog de vocês!

    • Jessica Veneravel

      Obrigada Patrícia!
      Confesso que mesmo depois de quase quatro meses aqui ainda me assusto um pouco com alguns bêbados, mas toda cidade tem seus problemas…
      Vai dar tudo certo sim! Os moradores e comerciantes de Dublin estão super acostumados com estrangeiros e, no geral, recebem todos muito bem. Se você já vier então com alguma noção de inglês sua adaptação vai ser ainda melhor.
      Abraços!