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o que preciso para viajar para europa

Conhecer a Europa é um sonho para muitos. Após conhecer a Tailândia sem problemas de comunicação ou coisa do tipo, vimos que poderíamos conhecer mais e mais países sem medo. No entanto, é sempre bom pesquisar e tomar algumas precauções antes de colocar o pé na estrada.

Visto e Passaporte

Já falamos um pouco sobre como tirar o passaporte em Documentos e Informações importantes. Mesmo que não se tenha planos de viajar, é bom já tirar o documento e deixar guardado para evitar problemas com prazos e épocas de férias (quando os pedidos na Polícia Federal dobram e os prazos para a entrega ficam mais longos).

Visto, passaporte, Europa

Em relação ao visto, não é preciso tirar visto antes de ir para qualquer país Europa. Todos os países membros da União Europeia e Islândia, Noruega, Suíça e Rússia não exigem visto de brasileiros. Para estadia de mais de três meses em uma país, é exigida uma comprovação de posse de 3 000 Euros em conta. Esse dinheiro “prova” que o visitante tem como se manter no país, não sendo necessária a busca de um emprego. Mesmo que o seu objetivo seja trabalhar no exterior, é preciso já levar essa quantia para obter os documentos da Imigração. Entretanto, essa comprovação, que é feita por meio de um extrato bancário do banco local,  só acontece depois que o visitante já está no país, ou seja, todos começam com três meses de “autorização” para permanecer no continente e depois, se quiserem permanecer no mesmo, retornam ao departamento de Imigração.

Desde julho de 2013 está valendo uma norma (também pelo Tratado de Schengen) que exige que o passaporte do visitante tenha validade mínima de três meses após a data de seu retorno. Na prática quer dizer que se sua passagem de volta para o Brasil está marcada para o dia 1° de janeiro, por exemplo, seu passaporte tem que ser válido no mínimo até o dia 1° de março.

Seguro de Viagem

O seguro de viagem para a Europa é o mais caro que existe. Isso porque ele é obrigatório em todos os países do continente. A lógica é simples, os hospitais do país são para os moradores locais. Alguns países oferecem um seguro obrigatório governamental. No caso de estudantes em intercâmbio, é possível contratar esse seguro por meio das escolas. Há alguns países que também mantém um acordo com o INSS, mas nesse caso é preciso fazer uma série de requisições antes da viagem e de acordo com o país destino. Mais informações no link da previdência.

Desde o início dessa obrigatoriedade, as seguradoras aumentaram absurdamente os preços. Então antes de fechar, é bom pesquisar e vale também barganhar no caso de mais de uma contratação. Pelo site da Mondial Assitance (clique aqui) é possível fazer uma cotação sem compromisso. Como nossa parceira no blog, conseguimos descontos de 15% de desconto para nossos leitores, basta seguir nossos perfis oficiais no Facebook e Twitter para acompanhar a publicação dos cupons.

Vacinas

Não é exigida nenhuma vacina para entrar na Europa. Algumas agências de intercâmbio orientam os estudantes estar pelo menos em dia com as vacinas tríplice do adulto (15 anos), meningococo c, pneumococo 13, hepatite A e Varicela (para quem não teve Catapora). No entanto, a carteira de vacinação não é pedida no momento da imigração.

Travel Money

Foi durante muito tempo a melhor forma de levar dinheiro para a Europa é por um cartão do tipo Travel Money (vide atualização abaixo). Independente do tipo da viagem (se é apenas de férias ou para intercâmbio), ele é o ideal para levar grandes quantias em dinheiro com segurança. Existem vários tipos e de cartões e os nomes podem variar de acordo com a casa de cambio ou banco, mas a principal variação é a bandeira: Master Card, Visa ou Amex. O Global Trave da American Express é o menos aceito, já o VTM – Visa Travel Money (comercializado pelo Banco Rendimento e pelo Banco do Brasil, esse para correntistas) e Cash Passport da Master Card (comercializado em várias casas de câmbio) são bem aceitos.

Travel money, cash passport, VTM

A adesão geralmente não tem custo e o valor a ser carregado é fechado segundo a cotação do dia. Se o valor for alto (mais de 1000 Euros) é possível negociar para baixar o câmbio. Procure saber sempre se o valor fechado já inclui o IOF e o valor que será pago a cada saque (este, varia de cartão para cartão, mas gira em torno de 2,5E).

Atualização de 27 de dezembro de 2013

Infelizmente, os cartões do tipo “travel money” hoje também sofrem alíquota de 6,38% de IOF, assim como os cartões de crédito. O decreto que mudou as regras de transação desse cartão pegou muita gente de surpresa e fez com que levar dinheiro em mãos voltasse a ser mais vantajoso, embora menos seguro. Na prática, o IOF que antes era fixado em 0,38% passou a ser de 6,38% e agora incide em todas as transações como saques e compras.

Dinheiro

Além de dinheiro extra no Travel Money, o ideal é levar sempre uma quantia em “cash”. Na hora de fazer o câmbio, prefira notas baixas de 20E e 50E no máximo. Isso porque é comum em alguns países que alguns serviços exijam dinheiro trocado. Na Irlanda, por exemplo, para pegar um ônibus é preciso ter o dinheiro certo em moedas. Hostels e os lugares para se almoçar mais baratos costumam também só aceitar dinheiro vivo.

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Essas são as principais providências a se tomar antes de uma viagem à Europa. Feito isso, é partir para a pesquisa específica de cada país, afinal, sempre é bom saber o que vêm pela frente. No próximo post falaremos um pouco sobre as curiosidades Irlanda.


Veja também Morar fora do Brasil – bancos, contas e procuração para saber o que fazer antes de viajar por longos períodos.

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.