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A Tailândia é mais conhecida no mundo inteiro por suas belíssimas praias, porém o que menos se vê nas praias são os tailandeses. Em feriados e finais de semana, o passeio predileto das famílias não é a badalação das praias e sim a calmaria das reservas naturais e cachoeiras que também existem em todo país. Um dos lugares mais populares para esse tipo de passeio é o Erawan National Park.

O Parque Nacional de Erawan fica localizado na cidade de Kanchanaburi, há duas horas de carro de Bangkok. Lá estão as sete cachoeiras mais famosas do país. Só há duas formas de se chegar no parque: de “miniônibus” junto com um grupo de excursão, ou de taxi. Como só íamos ficar em Bangkok por dois dias, não tivemos muito tempo de descobrir outras formas de se chegar lá.

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Negociando os passeios (custo x benefício)

Ainda em nosso primeiro dia em Bangkok (chegamos por volta das 14h), fomos até a Khao San Road e entramos em todas as agências de passeios que encontramos no caminho. A maioria vende os mesmos tipos de tour (até os catálogos que descreviam cada um eram exatamente iguais). Os passeios mais comuns são para o Floating Marketing (feito pela manhã), Elephant Trekking, ponte do Rio Kwai, Tiger Temple e Erawan National Park.

Descartamos de cara o Mercado Flutuante, pois tínhamos lido em outros blogs que era interessante apenas para tirar algumas fotos, pois os produtos oferecidos eram mais caros que o normal e que tentavam te empurrar de tudo. Ficamos em dúvida sobre os elefantes e os tigres. Como os locais são bem distantes entre si, não dá para fazer os dois passeios no mesmo dia. Acabamos optando por ir às cachoeiras do Erawan e ao Tiger Temple.

Esse passeio é feito quase todos os dias por vans (ou minibus, como eles gostam de chamar), que levam em média 15 pessoas. Cada passageiro paga por volta de 1000bth incluindo também o almoço, mas é preciso obedecer aos horários do grupo. Exite também uma opção de  tour que passa pelo Rio Kwait, mas esse torna o passeio ainda mais corrido. Pensando na comodidade de poder escolher o quanto ficar em lugar, contratamos um taxi para o dia inteiro. O preço inicial era de 3500bth para levar os dois, mas negociando a própria atendente da loja da Khao San acabou conseguindo com outro taxista o valor de 2800bth, ou seja, 1400bth por pessoa!

Fechamos na hora. O único medo foi pagar todo esse dinheiro na hora na loja. Em troca a atendente dá um recibo que não traz absolutamente nenhuma  informação sobre a loja em si. Pedimos para ela anotar o nome do motorista e o telefone dele (não que soubéssemos como ligar) caso algo acontecesse… Nem foi preciso. Aliás, em todo o tempo que ficamos na Tailândia não tivemos nem um único problema com tranfers de passeios. Todos foram pontuais e cumpriram com o combinado. Muito diferentes dos motoristas de tuk tuks Link para golpes…

As sete cachoeiras de Erawan

Eram 7h da manhã, lá estava nosso taxista pontualmente nos esperando (nós que estávamos acordando ainda). É preciso sair cedo, pois como falamos acima, são duas horas de carro. Chegamos ao Erawan por volta das 9h30. Para entrar, é cobrada uma taxa de 200bth por pessoa + 30bth pelo “estacionamento” do taxi.

O Parque é bem bonito e limpo. Existem banheiros públicos e uma garrafa de água está inclusa no valor do ingresso. Logo na entrada, próximo ao estacionamento, existem diversas barracas e bares vendendo todo tipo de comida. Desde os frangos que ficam pendurados ao ar livre até biscoitos bem conhecidos como Pringles. Esses bares são numerados, o que facilita a identificação pelo estrangeiro. Marcamos com nosso taxista de nos encontrarmos no “oito” às 13h e seguimos para descobrir o local.

A principal atração do Parque são as cachoeiras. São sete ao todo distribuídas montanha acima e, por essa razão, é comum ouvir as pessoas falando em “níveis” para se referir às cachoeiras (cachoeira do nível 5, por exemplo).

A primeira cachoeira fica apenas a 500m da entrada oficial marcada pelo letreiro abaixo e a última, a 2km. A trilha começa com uma simpática estrada larga e bem marcada com tijolos de concreto. Sempre subindo, ela vai se estreitando cada vez mais até se tornar uma trilha mesmo apenas com terra e galhos. Como tinha chovido na noite anterior a que visitamos o parque, haviam trechos alagados como o acesso à terceira cachoeira.

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Como falamos, o parque é muito visitado por famílias tailandesas. Todas as cachoeiras estavam muito cheias, mas a primeira  e a segunda em especial estavam bem mais. As famílias fazem grandes piqueniques no local e se banham de roupa e tudo. Isso é meio estranho para olhos brasileiros, mas a verdade é que muitos monges visitam o local e mesmo em se tratando de um lugar com cachoeiras não é permitido andar pela trilha de biquíni ou sunga.

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A distância somada ao fato da trilha ser sempre montanha acima faz com que quanto maior o nível, mais vazia a cachoeira ficasse. Bem animados com essa conclusão e com vontade de não perder nada do passeio fomos montanha acima até a sétima e última cachoeira. Tal foi a nossa surpresa quando a encontramos com alguns turistas! Os locais se concentram nas primeiras cachoeiras até pela proximidade com os banheiros e os restaurantes; já os turistas se concentram na última pela liberdade de poder entrar com trajes de banho mesmo.

Apesar de tudo valeu a pena ir até o final da trilha. Cada cachoeira tem águas completamente diferentes. A das primeiras são mais esverdeadas, já a sétima tem uma água que lembra sabão em pó – meio azulada, meio branca. Além disso os peixes são enormes e é preciso ficar sempre em movimento para não levar um beliscão.

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Dizem que a sétima cachoeira é a responsável pelo nome do parque. As pedras lembrariam Erawan, um elefante de três cabeças da mitologia Hindu. Não conseguimos identificar as tais cabeças, mas ainda assim ela é de longe a cachoeira mais bonita de todo o parque.

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Erawan também conta com duas cavernas com formações de estalactites e estalagmites. A primeira delas é a Phra That Cave. Localizada a 12km do letreiro oficial tem 200m de profundidade. A Wang Badan Cave é mais distante, a 54km, e dizem que sua entrada é bem estreita alargando a medida que se entra mais. Acabamos não indo lá, preferimos dedicar mais tempo “testando” todas as cachoeiras e como a trilha é longa, acabamos voltando atrasados para encontrar nosso motorista. Esse foi um benefício de contratar o taxi em vez de irmos em grupo. Voltamos mais tarde do que combinamos, mas porque preferimos assim. Se estivéssemos com um grupo teríamos que voltar sem exitar para não prejudicar o passeio de todos (ou mesmo sermos deixados para trás).

Compramos refrigerante, biscoitos e milho cozido (era muito cedo para testar as iguarias tailandesas feitas na rua) e nos jogamos dentro do taxi rumo ao Tiger Temple. Afinal, quem lembra da fome quando se está prestes a conhecer tigres de perto? Mas isso, já é assunto para nosso próximo post!


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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.