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O Tiger Temple é conhecido por dar ao visitante a oportunidade de chegar bem perto e até tocar em tigres e outros animais. Buscando preservar espécies de animais silvestres que estavam ameaçados com a crescente urbanização das cidades, foi criado em 1994 o Wat Pha Luang Ta Bua, mais conhecido hoje como Tiger Temple devido aos seus mais famosos “moradores”.

O Tiger Temple atrai tantos visitantes e desperta tanta curiosidade por ser dirigido por monges budistas e se apresentar como um santuário para animais que antes estavam sendo traficados ou caçados.

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Como chegar no Tiger Temple?

Como já contamos em Um passeio pelo Erawan, contratamos na Kao San Road um taxi privativo para nos levar ao Parque e ao Tiger Temple. Nossa ideia inicial era ir ver os tigres primeiro mas, mudamos de ideia quando nosso motorista nos explicou que o Parque de Erawan fechava às 16h, ou seja, teríamos pouquíssimo tempo para conhecer todas as cachoeiras.

Saímos do Parque Nacional por volta das 14h e fomos direto para o Tiger Temple. Foram basicamente 20 minutos de carro até já avistarmos uma estátua imensa de uma tigresa e seu filhote, imagem que marca a entrada do santuário.

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Preços e regras para a entrada

São cobrados 600 bht pelo ingresso ao Templo. O valor é pago numa pequena bilheteria, que se não fosse nosso taxista nem teríamos visto. Aliás, não existem placas indicativas nem recepção na entrada para te orientar sobre onde ir. Tanto que entramos e esquecemos de pegar água na entrada! A água é uma cortesia e fica a disposição para o visitante em um freezer perto da bilheteria e de uma pequena loja de lembranças.

O calor era absurdo, principalmente pelo fato de que precisávamos estar vestidos em respeito ao lugar. Assim como nos demais templos da Tailândia, é preciso seguir algumas regras como ombros e joelhos cobertos tanto para homens como mulheres (estas, também não podem entrar com roupas apertadas ou transparentes).

Explorando o Tiger Temple

Entrando no Tiger Templo, nossa primeira impressão foi de que estávamos no lugar errado. Andávamos, andávamos e não víamos nada! Até que vimos um servo e depois vieram os javalis (sim! muitos javalis). Como trata-se de um santuário, os animais são criados livres, sem jaulas. Somente os tigres ficam em uma área separada apenas para eles, mas ainda sim livres.

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Há até um caminho suspenso por onde o visitante pode andar por toda a área dos tigres e vê-los de cima em seu habitat natural. Os voluntários do templo também levam os tigres para tomar banho e brincar no único espaço que lembra um zoológico, pois os visitantes podem ficar observando atrás de pequenas muretas.

Como estava mais quente que o normal, encontramos um monge dando banho em um dos tigres na sombra do lado de fora desse espaço. Foi ótimo porque foi possível chegar bem perto do animal e ver de perto o banho. Mas não pensem que isso significa que o visitante pode fazer o que quer. Os monges tem regras bem específicas e você pode ficar ali observando desde que não os atrapalhe.

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Fotos com os tigres

O momento mais legal do passeio é, sem dúvida, poder tirar fotos com os tigres! Abaixo nos canyons os monges reúnem alguns tigres em único espaço. Eles são presos apenas a correntes tal como a de cachorros e o vistante pode chegar perto, tocar e tirar fotos com eles.

Para tanto, é preciso seguir algumas regras:

1) Entregar a camêra fotográfica  a um dos voluntários do templos. Isso porque os tigres podem se assustar com a lente ou com o flash. Além disso, eles já estão habituados com as pessoas que trabalham lá.

2) Retirar óculos ou qualquer coisa que possa refletir a imagem do tigre. Os voluntários até liberam pessoas que não enxergavam sem os óculos, mas a explicação é que os tigres podem se ver refletidos e ficarem agitados pensando estarem vendo outro tigre. Nós resolvemos não arriscar…

3) Não colocar as mãos na cabeça dos tigres, a não ser que o voluntário ou o monge diga que possa.

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As fotos com os tigres estão incluídas no valor do ingresso, mas são oferecidas outras opções. Por 1000 bht é possível tirar foto também com o maior tigre do templo e uma foto em grupo. Isso porque as fotos “normais” só podem ser feitas com uma pessoa por vez; nesse “pacote” várias pessoas de um mesmo grupo podem tirar fotos juntas com um dos tigres.

Para entrar, um voluntário precisar vir “te buscar”. Ele te pega pela mão e te leva a cada tigre enquanto outro segura sua câmera e tira inúmeras fotos. Não é permitido circular sem estar de mãos dadas com um deles. Eles que te falam onde sentar, colocam a cabeça do tigre em seu colo, enfim… coordenam tudo. Já lemos sobre pessoas que reclamaram das fotos que os voluntários tiraram. Nós tivemos muita sorte. Não só eles sabiam mexer perfeitamente em todas as funções da máquina, como tiraram centenas de fotos (sem exagero algum).

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Nos ofereceram também uma opção onde por 5000 bht por pessoa poderíamos participar de uma atividade com os tigres. Pelo que entendemos os visitantes entram em uma jaula e podem assistir de mais perto os tigres brincando entre si. De manhã também há uma atividade onde os visitantes podem dar mamadeiras aos tigres filhotes.

Muitos falam que os monges devem dar algum tipo de sonífero, pois os tigres ficam muito quietos e muitos até aparentam estar sonolentos. Sinceramente não sabemos se isso é verdade, pois não temos conhecimento técnico para tanto. Só podemos relatar o que vimos. Os tailandeses dizem que o segredo está na criação dos animais, já que a maioria foi levada até lá ainda filhote (resgatados em cidades e fazendas próximas) e há ainda os que nasceram lá.

Nem todos os tigres que “moram” no Tiger Temple são colocados na área onde os visitantes podem se aproximar e tirar fotos. O que é informado é que somente os mais “dóceis” que são escolhidos. A grande maioria fica apenas na área onde é possível andar em uma passarela acima da mesma.

O horário para poder entrar e chegar perto dos tigres é das 15h às 16h. Nesse horário os monges vão retirando os tigres do “espaço de fotos” e os levam para fora tal como se estivessem passeando com um cachorro. É a chamada caminhada dos tigres. Os visitantes que quiserem podem formar uma fila e um a um podem caminhar ao lado do tigre enquanto os voluntários tiram fotos (mais uma vez a câmera fica com eles).

Aqui há outras regras como não andar à frente do tigre ou trocar de lado cruzando em sua frente. O tigre pode entender como uma ameaça e atacar. E se você não for atacado, ainda tem a bronca dos monges, que não exitam em gritar com quem for.

Para voltar a Bangkok enfrentamos mais duas horas de carro, mas dessa vez a viagem passou incrivelmente rápido. Não parávamos de ver e rever as fotos das cachoeiras de Erawan. E esse foi apenas o segundo dia de férias na Tailândia. Ainda viriam muitas surpresas…

Update dez/2014  – Opinião sobre o Tiger Temple

Este post é um relato do que encontramos em nossa visita ao Tiger Temple. Sabemos hoje que existem instituições de proteção aos animais que questionam que o Tiger Temple não pode ser considerado um santuário e acusam os monges de maus tratos e exploração dos animais, em especial, dos tigres. Tudo o que vimos e ouvimos foi relatado acima. Os tigres que são escolhidos para a “área de fotografia” ficam amarrados a correntes sob o pretexto de manter a segurança dos visitantes. Durante o tempo que estivemos lá, vimos os tigres recebendo água diretamente de garrafas.

Muitos sim aparentam sonolência e não sabemos informar se isso é fruto do treinamento e do almoço que os deixaria cansados (como é justificado pelos monges e guias da Tailândia) ou se os animais estariam dopados. Esse post tem como objetivo informar sobre a nossa experiência e assim ajudar os próximos viajantes a decidir qual atração ir ou não.

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Sobre o autor

Niteroiense de nascença, Botafogo de coração, Relações Públicas por formação, blogueira e viajante por paixão! Ama destinos históricos e visitar Museus em todo o mundo, mas não dispensa uma boa praia. Para ela, uma viagem não está completa sem apreciar (e bem) a culinária local e as lojas, claro.