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Como a agência O Globo publicou em matéria dessa semana. “É cada vez mais fácil avistá-las, mas cada vez mais difícil agarrá-las”. Quem usa, sabe. Está cada vez mais complicado conseguir uma bicicleta do Projeto Bike Rio (as famosas bicicletas do Itaú).


O Projeto fez tanto sucesso entre os cariocas que é preciso se programar se quiser conseguir uma bike. Nós, por exemplo, sempre checamos primeiro as estações mais distantes da orla, onde entre as 9h e 11h dos  finais de semana é fácil encontrar filas de pessoas esperando as bikes serem devolvidas.

Atualmente são 23 094 usuários cadastrados no Projeto. Cada bicicleta é usada, em média,  sete vezes por dia (chegando a nove vezes aos domingos).  Média que é o dobro de sistemas semelhantes em Londres e na Cidade do México. Somos 34,5 usuários para cada bicileta em operação!

Além das filas de espera, outro problema ocasionado pelo excesso de gente para pouca bicicleta é que o uso acaba sendo intensificado e as pobres biciletas não estão aguentando o tranco.  Segundo dados da Sertel, empresa que opera o sistema, de 25 a 50 bicicletas são retiradas para conserto por dia, ou seja, entre 4% e 9% do total disponível).

A boa notícia é que o Prefeito Eduardo Paes já se pronunciou (ainda durante a disputa pela reeleição) dizendo que o projeto será expandido. Os próximos passos são abrir licitações para estações na Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá, áreas que hoje não são contempladas.

Apesar de todas as dificuldades o Projeto conseguiu tirar muita gente do sedentarismo (inclusive nós) e acordou toda a cidade para a ideia de que é possível se deslocar evitando trânsito, muvuca, poluição e, é claro, curtindo um belo visual!

Sobre o autor

Carioca da gema, flamenguista, psicólogo e apaixonado por fotografia. Para ele, qualquer lugar é perfeito com céu azul, sol e uma cerveja gelada. Após dois anos morando em Dublin, é hora de retomar a vida no Brasil e desbravar cada cantinho do nosso país.